Onde comer (mesmo) bem no Porto? | 2ª parte


Já vos contei onde almocei ( e que bem que eu almocei!) na última vez que fui ao Porto, e podem ler tudo aqui; mas ainda não vos disse onde fui jantar! Bem, acho que também não é segredo que adoro hambúrguers... do Macdonalds, da Burguerking e doutros senhores que não me pagam para estar aqui a fazer publicidade, mas gosto ainda mais dos caseiros!
De vez em quando, preparo tudo cá em casa, a começar pelo pão, cebola caramelizada, a mistura da carne... é tão bom quando podemos cozinhar os nossos pratos/petiscos preferidos! Mas sabe ainda melhor quando nos sentamos num sítio giro e deixamos que nos sirvam; custa tanto comer bem! 😊
É aqui que entra o Bira dos Namorados. Depois do êxito do restaurante de Braga, este casal de jovens empreendedores decidiu investir no Porto, mais concretamente na rua de Ceuta. Bem, quem passa na rua não consegue ficar indiferente; o restaurante tem uma fachada completamente em vidro, através do qual se aprecia o movimento lá dentro. Não falta cor e, ao primeiro contacto, faz-nos recordar os tão coloridos e alegres arraiais minhotos; a sala principal é ampla, em forma de praça, e o ambiente bem agradável. Passam música portuguesa, dos anos  80, 90, e até atual, da mais tradicional à pop.
O menu, bastante extenso a meu ver, tem opções para todos os gostos: hambúrguers artesanais, pregos, francesinhas, petiscos, opções vegetarianas.
Mas vamos lá à comidinha: acabámos por escolher uns cogumelos grelhados com queijo, bem saborosos e com aquele sabor a queijinho torrado de que eu tanto gosto, e as pataniscas… são quatro pataniscas servidas num prato bem catita, que faz recordar o lenço dos namorados; e aqui, confesso que foi o momento da noite! As pataniscas são deliciosas, com bastante bacalhau, no ponto certo de sal, húmidas e, ao mesmo tempo, bem fofas, como eu gosto! PERFEITAS! Para continuar, eu escolhi o Malhão, um hambúrguer de vaca com alface, tomate, queijo, maionese de alho assado, bem acompanhado por um misto de batata e batata doce fritas, bem crocantes e saborosas. Para acompanhar as batatas há vários molhos: maionese de alho assado, mostarda e mel, e molho de batata (maionese, bacon, queijo creme e orégãos), uma delícia! Gostei do cuidado em perguntarem se queria o hambúrguer mal passado, bem passado ou no ponto… pedi no ponto e veio perfeito!
O F escolheu a Farrapeira: um bife de perú  grelhado com queijo parmesão, bacon, tomate seco, servido em bolo do caco da Madeira; provei e também adorei! Para acompanhar não falta onde escolher, desde vinhos a limonadas caseiras, ou os refrigerantes de toda a vida.
Mas não nos ficámos por aqui… sabem bem que eu não seria capaz de ir a um restaurante e sair de lá sem experimentar as sobremesas :p um tiramisú e uma dose de pudim Abade de Priscos vieram adoçar o final do jantar… Do tiramisu não à nada a dizer; quanto ao pudim…. oh Lord! que eu comia mais dois ou três :)
É óoooobvio que fui cuscar todos os cantos do restaurante… na entrada há uma mini loja de produtos portugueses, onde se pode comprar desde brinquedos em madeira a malas de cortiças, peças em cerâmica, o famoso lenço minhoto… No andar de baixo há outra sala, mais pequena, com capacidade para cerca de 30 pessoas, e é, maioritariamente, utilizada para grupos. A decoração combina o melhor das antigas mercearias portuguesas, com as latas e frascos de cereais, com alguns brinquedos, legos, e até, imaginem só, uma cama convertida em mesa! Quem, desse lado, nunca quis comer na cama? :D
A destacar: a simpatia do pessoal, a decoração, a comida! Se quiser espreitar o meu completo, que vai alterando de vez em quando, pode fazê-lo AQUI.
Pontos negativos: eu poderia habituar-me a isto!





Onde comer (mesmo) bem no Porto? | 1ª parte


Vocês sabem que eu costumo ser um bocadinho (só mesmo um cadinho) acelerado, daqueles que engatam dois ou três trabalhos e as semanas umas nas outras... mas também gosto de desligar!
Sim sim, desligar o chip, nem que seja por um dia, e desfrutar das coisas boas da vida, das pessoas, dos dias solarengos e, claro, da melhor comida! Que seria de mim sem boa comida 🙄
Pois... e é só por isso que hoje quero partilhar convosco dois locais onde se come que dá gosto! 
Sim... vocês podem escolher restaurantes com estrelas Michelin, restaurantes típicos, ou até tasquinhas daquelas onde se come o melhor peixinho fresco ou até, porque não, umas boas tripas!
Mas não foi o caso. 
Para almoçar, decidi visitar o Cocorico, que se encontra na rua Duque de Loulé; deixem que destaque a facilidade em estacionar; para quem não conhece bem, encontra-se muito pertinho da Ponte do Infante. O espaço é muito agradável, faz lembrar os elegantes restaurantes parisienses com um pé direito considerável (não sei se alguma vez vos falei da minha paixão por arquitetura... mas fica para uma próxima), uma decoração elegante, com a quantidade de luz necessária para que a refeição seja tranquila;  música ambiente de qualidade, principalmente porque adoro versões acústicas e com vozes femininas dos melhores êxitos internacionais de música pop.
Mas vamos lá à comida! Acabámos por aceitar a sugestão do chef, e deixámos que nos apresentassem o que de melhor havia; esperava-nos um cesto de pão acabado de sair do forno, crocante, quentinho e cheiroso, que acabou por ser lambuzado com uma deliciosa manteiga, daquela salgadinha de que eu tanto gosto! Bem, poderia pensar que tinham andando a sondar os meus gostos, mas a verdade é que reservei com 30 minutos de antecedência e tenho a certeza de que não lhes deu tempo!
Seguiu-se uma cavala curada com paté de cogumelos e puré de beterraba como entrada... súper fresca, e eu sou daqueles que opinam que os peixes menos nobres devem ser valorizados! Depois, como prato principal, um carré de borrego com crosta de ervas, puré de couve-flor e molho de vinho do Porto; ai, que a carne derretia-se na boca e o puré estava tão suave que não foi fácil conter-me para não passar o pão... 
Mas falemos do melhor momento: a sobremesa!! Mil folhas de maçã... Ai! A massa folhada tão crocante, com um recheio de maçã caramelizada e uma mousse de mascarpone com um toque de citrinos; comia mais um, se não tivesse vergonha! A apresentação dos pratos muito cuidada, quantidades razoáveis, preços adequados. Tal como sugerido, acompanhámos a entrada com um Rosé e a carne com um tinto do Douro, só um copinho de cada, claro, que a pessoa aqui tinha de conduzir.
No final, dei ainda uma volta pelo restaurante; um recanto da sala tem vista para a cozinha, organizada e pouco ruidosa; vocês já sabem que eu sou muito cusco nestas coisas! Aproveitei também para dar uma espreitadela ao pátio ao ar livre onde se pode também almoçar, mas estava bem fresco, será melhor experiênciá-lo mais na primavera.
O restaurante faz parte de uma Guest-house com 10 suites, decoração e estilo inspirado em França, e serve ainda um brunch ao domingo, pelo preço de 20€.
Resumindo, comida excelente, serviço cuidado, ambiente tranquilo e agradável; experiência a repetir.

Deixo-vos com algumas fotos. Se decidirem almoçar ou jantar no Cocorico, não hesitem em convidar-me ;)




Os biscoitos da Rosa


Há receitas antigas que nos chegam às mãos da forma menos esperada. Estes são os biscoitos da Rosa, uma senhora que, segundo me contaram, é so mais simpática e generosa. 
Como a vida e a cozinha só fazem sentido quando partilhadas, hoje, este meu cantinho, é da Rosa e do F.

IGREDIENTES
350 gramas de farinha com fermento
1 ovo
75 ml de leite
75 ml de azeite
65 gramas de açúcar
1 limão (raspa da casca)
1 colher de café de fermento em pó
1 pitada de sal
Açúcar em pó para polvilhar

PREPARAÇÃO
Coloque a farinha uma taça.
Forme uma cavidade no centro e adicione os restantes ingredientes,
Vá envolvendo, com os dedos, até obter uma massa homogénea. Evite trabalhar em demasia.
Envolva a massa em película aderente e deixe repousar durante cerca de uma hora. Entretanto, ligue o forno nos 160º com ventilação.
Divida em pequenas porções e tenda rolinhos de massa com cerca de 12 cm. Enrole-os, sobrepondo um extremo sobre o outro, para formar uma espécie de círculo.
Disponha os biscoitos em tabuleiros forrados com papel vegetal e leve ao forno durante cerca de 20 minutos, ou até ficarem dourados e crocantes.
Deixe arrefecer sobre uma rede e polvilhe ligeiramente com açúcar em pó antes de guardar em frascos com fecho hermético.