Puré de abóbora


Se há coisa que não falta nas minhas refeições é cor. A abóbora, além de dar cor, é tão versátil que pode ser utilizada para preparar doces, purés, cremes...
O puré é tão fácil de preparar quão delicioso! É excelente para acompanhar carnes estufadas, peixes na chapa... quase tudo!
Se quiser fazer como eu, cá em casa, prepare-se assim:

Irá precisar de cerca de 300 gramas de abóbora crua por pessoa. Escolha variedades mais carnudas, como a Hokkaido ou a manteiga.
Comece por descascar a abóbora .
Retire as pevides e corte em pedaços com cerca de 2 cm
Aqueça um tacho com um fio de azeite
Adicione um dente de alho e duas chalotas cortadas em metades
Adicione a abóbora, tempere com sal e deixe cozer, em lume muito brando, com a tampa colocando, durante cerca de 30 minutos. Mexa de vez em quando e, caso necessário, adicione um pouco de água.
Triture, rectifique de sal e pimenta, e adicione 2 colheres de sopa de manteiga.
Acompanhe com couve-flor assada e algumas folhas de salva.

Pão de trigo com espelta | sem amassar


Fazer pão não é, de todo, tão complicado como o pintam! 😊 
Ok ok, algumas receitas até podem dar trabalho, mas há outras que são precisamente o contrário! Isso sim, se não quisermos ter demasiado trabalho, temos que dispor de outra coisa que vale ainda mais: o tempo!
Este pão, que não precisa de ser amassado, bastando mexer com uma colher durante menos de um minuto, precisa de tempo... e de amor!
Garanto-lhe, não vai querer outra coisa! E é apenas uma questão de organização: antes de ir dormir, mistura os ingredientes; de manhã coze; fácil, não é? 
Depois de dominar a receita, pode começar a adicionar os seus ingredientes preferidos, como frutos secos, sementes... mas vá, comecemos por esta, que funciona na perfeição!

INGREDIENTES
600 gramas de farinha de trigo tipo 65
150 gramas de farinha de espelta integral
600 ml de água
15 gramas de fermento fresco de padeiro / ou 5 gramas se for do seco
12 gramas de sal fino

PREPARAÇÃO
Coloque as farinhas num recipiente. Faça um furo com o dedo e coloque o sal. Polvilhe com o fermento esmigalhado, no caso de utilizar do fresco. 
Forme uma cavidade no centro e adicione a água, deixando cerca de 50 ml que adicionaremos se a massa assim nos pedir.
Misture, com uma colher, até que não se encontrem partes de farinha sem dissolver. Se a massa estiver demasiado dura e custar a mexer, adicione a água restante; pretende-se uma massa bem hidratada, que faça lembrar a de um bolo.
Tape o recipiente com película aderente e, depois, com um pano. Deixe repousar, em local não demasiado quente, durante cerca de 8 horas.
Ligue o forno nos 250º e coloque lá dentro uma panela, preferentemente de ferro, como esta.
Entretanto, e se m sujar as mãos, com a ajuda de uma espátula, polvilhe a massa no recipiente com farinha, tentando moldar uma bola, mas sem demasiado critério.
Assim que o forno atingir a temperatura programada, retire rápida e cuidadosamente a panela do forno. Polvilhe o fundo com farinha e despeje no interior a massa. Coloque a tampa e leve novamente ao forno.
Deixe cozer por 40 minutos. Depois, retire a tampa, reduza a temperatura do forno para os 220º e deixe cozer por mais 15 a 20 minutos, ou até que fique bem dourado e crocante.

DICAS

  • A quantidade de água é relativa, pois cada farinha tem a sua capacidade de absorção. Caso opte por utilizar apenas farinha de trigo, a quantidade de água deverá ser ligeiramente inferior, pois as farinhas integrais têm maior capacidade de absorção. 
  • Se não tiver uma panela de ferro, não desespere! Utilize uma panela normal, desde que esta tenha tampa e não tenha pegas ou asas fabricados com elementos que não suportem a temperatura do forno.
  • A utilização da panela, com tampa, faz com que seja criada uma atmosfera mais húmida, que ajuda à criação de uma côdea mais crocante.


Pudim de laranja


Lembra-se do meu pudim de leite condensado em 20 minutos?
Pois,  a receita tem sido um êxito e, pelo que tenho visto nas redes sociais, tenho ajudado muita gente a ser um bocadinho mais (gorda) e feliz 😊
Pois... e se lhe disser que, se trocar o leite por sumo de laranja, faz um delicioso pudim de laranja?
Venha daí;

INGREDIENTES
4 ovos
1 lata de leite condensado
1 medida da lata do leite condensado cheia de sumo de laranja (umas 4 a 5)
150 gramas de açúcar para o caramelo

PREPARAÇÃO
Coloque um pouco de açúcar numa frigideira antiaderente. Ligue o lume na potência média e deixe derreter. 
Vá acrescentando o açúcar, à medida que for derretendo, e mexendo apenas com a frigideira. Evite mexer com a colher de pau, para evitar que cristalize.
Quando o Carmelo estiver pronto, e com muito cuidado, barre uma forma para pudim. Reserve.
Numa taça, bata ligeiramente os ovos. 
Adicione o leite condensado e misture bem.
Adicione o sumo de laranja e bata um pouco com umas varas de arame ou com a varinha mágica. Pode também fazer este processo na liquidificadora, bastando colocar todos os ingredientes.
Verta o preparado na forma e coloque esta, com a tampa, dentro da panela de pressão.
Encha com água até meia altura da forma e leve ao lume.
Assim que começar a ferver, conte 17 minutos. 
Desligue o lume, despressurize e deixe arrefecer o pudim antes de desenformar. (Pode fazê-lo no frigorífico).


DICAS
Se não tiver panela de pressão, utilize uma panela normal, ou o forno, e deixe cozinhar, no total, por cerca de 50 minutos. 
Para saber se o pudim está cozido, espete a ponta de uma faca, que deverá sair sem restos



Onde comer (mesmo) bem no Porto? | 2ª parte


Já vos contei onde almocei ( e que bem que eu almocei!) na última vez que fui ao Porto, e podem ler tudo aqui; mas ainda não vos disse onde fui jantar! Bem, acho que também não é segredo que adoro hambúrguers... do Macdonalds, da Burguerking e doutros senhores que não me pagam para estar aqui a fazer publicidade, mas gosto ainda mais dos caseiros!
De vez em quando, preparo tudo cá em casa, a começar pelo pão, cebola caramelizada, a mistura da carne... é tão bom quando podemos cozinhar os nossos pratos/petiscos preferidos! Mas sabe ainda melhor quando nos sentamos num sítio giro e deixamos que nos sirvam; custa tanto comer bem! 😊
É aqui que entra o Bira dos Namorados. Depois do êxito do restaurante de Braga, este casal de jovens empreendedores decidiu investir no Porto, mais concretamente na rua de Ceuta. Bem, quem passa na rua não consegue ficar indiferente; o restaurante tem uma fachada completamente em vidro, através do qual se aprecia o movimento lá dentro. Não falta cor e, ao primeiro contacto, faz-nos recordar os tão coloridos e alegres arraiais minhotos; a sala principal é ampla, em forma de praça, e o ambiente bem agradável. Passam música portuguesa, dos anos  80, 90, e até atual, da mais tradicional à pop.
O menu, bastante extenso a meu ver, tem opções para todos os gostos: hambúrguers artesanais, pregos, francesinhas, petiscos, opções vegetarianas.
Mas vamos lá à comidinha: acabámos por escolher uns cogumelos grelhados com queijo, bem saborosos e com aquele sabor a queijinho torrado de que eu tanto gosto, e as pataniscas… são quatro pataniscas servidas num prato bem catita, que faz recordar o lenço dos namorados; e aqui, confesso que foi o momento da noite! As pataniscas são deliciosas, com bastante bacalhau, no ponto certo de sal, húmidas e, ao mesmo tempo, bem fofas, como eu gosto! PERFEITAS! Para continuar, eu escolhi o Malhão, um hambúrguer de vaca com alface, tomate, queijo, maionese de alho assado, bem acompanhado por um misto de batata e batata doce fritas, bem crocantes e saborosas. Para acompanhar as batatas há vários molhos: maionese de alho assado, mostarda e mel, e molho de batata (maionese, bacon, queijo creme e orégãos), uma delícia! Gostei do cuidado em perguntarem se queria o hambúrguer mal passado, bem passado ou no ponto… pedi no ponto e veio perfeito!
O F escolheu a Farrapeira: um bife de perú  grelhado com queijo parmesão, bacon, tomate seco, servido em bolo do caco da Madeira; provei e também adorei! Para acompanhar não falta onde escolher, desde vinhos a limonadas caseiras, ou os refrigerantes de toda a vida.
Mas não nos ficámos por aqui… sabem bem que eu não seria capaz de ir a um restaurante e sair de lá sem experimentar as sobremesas :p um tiramisú e uma dose de pudim Abade de Priscos vieram adoçar o final do jantar… Do tiramisu não à nada a dizer; quanto ao pudim…. oh Lord! que eu comia mais dois ou três :)
É óoooobvio que fui cuscar todos os cantos do restaurante… na entrada há uma mini loja de produtos portugueses, onde se pode comprar desde brinquedos em madeira a malas de cortiças, peças em cerâmica, o famoso lenço minhoto… No andar de baixo há outra sala, mais pequena, com capacidade para cerca de 30 pessoas, e é, maioritariamente, utilizada para grupos. A decoração combina o melhor das antigas mercearias portuguesas, com as latas e frascos de cereais, com alguns brinquedos, legos, e até, imaginem só, uma cama convertida em mesa! Quem, desse lado, nunca quis comer na cama? :D
A destacar: a simpatia do pessoal, a decoração, a comida! Se quiser espreitar o meu completo, que vai alterando de vez em quando, pode fazê-lo AQUI.
Pontos negativos: eu poderia habituar-me a isto!





Onde comer (mesmo) bem no Porto? | 1ª parte


Vocês sabem que eu costumo ser um bocadinho (só mesmo um cadinho) acelerado, daqueles que engatam dois ou três trabalhos e as semanas umas nas outras... mas também gosto de desligar!
Sim sim, desligar o chip, nem que seja por um dia, e desfrutar das coisas boas da vida, das pessoas, dos dias solarengos e, claro, da melhor comida! Que seria de mim sem boa comida 🙄
Pois... e é só por isso que hoje quero partilhar convosco dois locais onde se come que dá gosto! 
Sim... vocês podem escolher restaurantes com estrelas Michelin, restaurantes típicos, ou até tasquinhas daquelas onde se come o melhor peixinho fresco ou até, porque não, umas boas tripas!
Mas não foi o caso. 
Para almoçar, decidi visitar o Cocorico, que se encontra na rua Duque de Loulé; deixem que destaque a facilidade em estacionar; para quem não conhece bem, encontra-se muito pertinho da Ponte do Infante. O espaço é muito agradável, faz lembrar os elegantes restaurantes parisienses com um pé direito considerável (não sei se alguma vez vos falei da minha paixão por arquitetura... mas fica para uma próxima), uma decoração elegante, com a quantidade de luz necessária para que a refeição seja tranquila;  música ambiente de qualidade, principalmente porque adoro versões acústicas e com vozes femininas dos melhores êxitos internacionais de música pop.
Mas vamos lá à comida! Acabámos por aceitar a sugestão do chef, e deixámos que nos apresentassem o que de melhor havia; esperava-nos um cesto de pão acabado de sair do forno, crocante, quentinho e cheiroso, que acabou por ser lambuzado com uma deliciosa manteiga, daquela salgadinha de que eu tanto gosto! Bem, poderia pensar que tinham andando a sondar os meus gostos, mas a verdade é que reservei com 30 minutos de antecedência e tenho a certeza de que não lhes deu tempo!
Seguiu-se uma cavala curada com paté de cogumelos e puré de beterraba como entrada... súper fresca, e eu sou daqueles que opinam que os peixes menos nobres devem ser valorizados! Depois, como prato principal, um carré de borrego com crosta de ervas, puré de couve-flor e molho de vinho do Porto; ai, que a carne derretia-se na boca e o puré estava tão suave que não foi fácil conter-me para não passar o pão... 
Mas falemos do melhor momento: a sobremesa!! Mil folhas de maçã... Ai! A massa folhada tão crocante, com um recheio de maçã caramelizada e uma mousse de mascarpone com um toque de citrinos; comia mais um, se não tivesse vergonha! A apresentação dos pratos muito cuidada, quantidades razoáveis, preços adequados. Tal como sugerido, acompanhámos a entrada com um Rosé e a carne com um tinto do Douro, só um copinho de cada, claro, que a pessoa aqui tinha de conduzir.
No final, dei ainda uma volta pelo restaurante; um recanto da sala tem vista para a cozinha, organizada e pouco ruidosa; vocês já sabem que eu sou muito cusco nestas coisas! Aproveitei também para dar uma espreitadela ao pátio ao ar livre onde se pode também almoçar, mas estava bem fresco, será melhor experiênciá-lo mais na primavera.
O restaurante faz parte de uma Guest-house com 10 suites, decoração e estilo inspirado em França, e serve ainda um brunch ao domingo, pelo preço de 20€.
Resumindo, comida excelente, serviço cuidado, ambiente tranquilo e agradável; experiência a repetir.

Deixo-vos com algumas fotos. Se decidirem almoçar ou jantar no Cocorico, não hesitem em convidar-me ;)




Os biscoitos da Rosa


Há receitas antigas que nos chegam às mãos da forma menos esperada. Estes são os biscoitos da Rosa, uma senhora que, segundo me contaram, é so mais simpática e generosa. 
Como a vida e a cozinha só fazem sentido quando partilhadas, hoje, este meu cantinho, é da Rosa e do F.

IGREDIENTES
350 gramas de farinha com fermento
1 ovo
75 ml de leite
75 ml de azeite
65 gramas de açúcar
1 limão (raspa da casca)
1 colher de café de fermento em pó
1 pitada de sal
Açúcar em pó para polvilhar

PREPARAÇÃO
Coloque a farinha uma taça.
Forme uma cavidade no centro e adicione os restantes ingredientes,
Vá envolvendo, com os dedos, até obter uma massa homogénea. Evite trabalhar em demasia.
Envolva a massa em película aderente e deixe repousar durante cerca de uma hora. Entretanto, ligue o forno nos 160º com ventilação.
Divida em pequenas porções e tenda rolinhos de massa com cerca de 12 cm. Enrole-os, sobrepondo um extremo sobre o outro, para formar uma espécie de círculo.
Disponha os biscoitos em tabuleiros forrados com papel vegetal e leve ao forno durante cerca de 20 minutos, ou até ficarem dourados e crocantes.
Deixe arrefecer sobre uma rede e polvilhe ligeiramente com açúcar em pó antes de guardar em frascos com fecho hermético.