Hummus - receita básica


O hummus resume-se a uma pasta de grão e azeite, aromatizada com alho, limão e alguma ou outra especiaria. Por norma aromático e fresco, pode ser consumido como base para sanduíches ou para "dipar", como agora se diz, gressinos ou, para os mais saudáveis, palitos de vegetais crus. 
É tão bom! E tão fácil de preparar. 
Esta é a versão simples da receita, a mais básica; mas não hesite, se pretender, adicionar puré de beterraba, de tomate seco, requeijão, o que quiser ao seu hummus! Afinal, o mais importante é que gostemos daquilo que comemos.
O que melhor do que prepararmos as nossas receitas com os melhores ingredientes? Como já vos contei, vivo no campo... e temos de tudo, fruta, hortícolas, leguminosas... e tudo na melhor época! O que fazemos, cá em casa pelo menos com estas últimas, é dividir por porções em sacos e congelamos, quer o feijão, quer o grão, umas vezes cru (a congelação evita a contaminação pelos insetos, e garante que o não está em perfeito estado para ser semeado no próximo ano), outras já cozido.
Portanto, grão produzido em casa e o melhor azeite! 

INGREDIENTES
400 gramas de grão cozido e escorrido
Sumo de 1 limão
1 colher de sopa de tahini
1 pitada de colorau
1 pitada de cominhos
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite virgem extra (utilizei o Bio Oliveira da Serra)
Sal e pimenta a gosto
Salsa fresca a gosto

Para o tahini
200 gramas de sementes de sésamo

PREPARAÇÃO
Comece por preparar o tahini: coloque as sementes de sésamo numa frigideira ampla. Leve a fogo médio, mexendo de vez em quando, até ficarem douradas e começarem a soltar o cheiro típico do sésamo tostado. 
Retire imediatamente do fogo e triture, num processador potente, até obter uma pasta.
Se a taça/copo do seu processador for muito grande, aumente a quantidade.
Assim que obtiver uma pasta, o tahini, guarde num frasco com fecho hermético.

Para o hummus, coloque o grão, os alhos, o sumo de limão, o azeite e uma pitada de cominhos no processador de alimentos ou no copo da varinha mágica e processe até obter um puré. Tempere com um pouco de sal e pimenta.
Adicione o tahini e misture bem.
Já no prato/taça de servir, regue abundantemente com azeite e polvilhe com um pouco de colorau, sementes de sésamo e salsa fresca picada grosseiramente.
Pronto, agora use e abuse, em sanduíches, com bolachas de água e sal ou tostas, como dip para vegetais crus crocantes, ou até para dar sabor a sopas, por exemplo.
Conserve, durante dois a três dias, no frigorífico.








Arroz doce com ou sem ovos?


Tenho um dilema... será que me podem ajudar?

A minha sobremesa preferida é, nada mais nada menos, que o arroz doce! Gosto muito de éclairs, de cheesecake e de algumas sobremesas pomposas, mas nada consegue tirar o lugar a um arroz doce caseiro, bem cremoso.  E eis que me deparo com um dilema: em minha casa, sempre se fez com gemas... e o mesmo acontece com todas as receitas que já consultei até hoje em alguns livros. Contudo, na vizinha Espanha, o arroz doce é preparado sem gemas, fica várias horas a cozer, e o resultado é bem diferente daquele a que estou habituado...
Pois, e para surpresa minha, quando coloquei a fotografia nas redes sociais, chegaram comentários (que bom é isto de poder interagir, ensinar e aprender nas redes!) de pessoas de outros pontos do país,  principalmente do centro, sobre o arroz doce sem ovos, é assim que se prepara em algumas regiões... E você, costuma juntar gemas, ou fica bem branquinho?
De qualquer forma, pode consultar AQUI a minha versão tradicional, com gemas.

INGREDIENTES
150 gramas de arroz carolino
500 ml de água
750 ml litro de leite meio gordo
200 gramas de açúcar
1 limão
2 paus de canela
1 colher de chá de sal
75 gramas de manteiga

PREPARAÇÃO
Coloque um tacho ao lume.
Adicione a água, o sal, os paus de canela e a casca do limão (apenas a parte amarela). Deixe que ferva.
Adicione o arroz e deixe cozer, mexendo de vez em quando, durante 30 a 40 minutos.
Retire a casca de limão e o pau de canela.
Adicione o leite e o açúcar.  Deixe cozinhar, mexendo, durante mais cerca de 20 minutos.
Assim que o "creme" do arroz tiver a sua consistência preferida (se gostar dele mais espesso, deixe ferver mais alguns minutos), desligue o fogo e retire o tacho.
Adicione a manteiga e envolva até esta estar completamente incorporada.
Distribua por taças e reserve no frio.
Sirva simples ou polvilhado com canela moída.





Gaspacho com melão


Haverá melhor opção para uma pausa a meio da tarde de um dia quente de (pré) verão do que um autêntico cocktail saudável com os melhores vegetais da temporada? 
Este gaspacho, à moda espanhola, tem um ingrediente que o torna mais suave: o melão. 
Recomendo que o sirva e consuma bem fresco.

INGREDIENTES
500 gramas de tomates bem maduros
1 dente de alho
1/2 pimento verde ou vermelho
1/2 pepino descascado
150 gramas de melão
25 ml de vinagre
50 ml de azeite virgem extra
125 ml de água
4 cubos de gelo
Sal a gosto

PREPARAÇÃO
Corte os tomates em quartos. Reserve.
Retire a casca e as sementes do melão e corte em pedaços.
Coloque todos os ingredientes no copo da liquidificadora ou varinha mágica e processe até obter um creme suave.
No final, prove e retifique de sal e vinagre, caso necessário.
Sirva com um fio de azeite.

DICAS
Se o seu robot de cozinha for potente, triture o tomate com peles e sementes; caso contrário, descasque o tomate e retire as sementes antes de triturar.
Se não gostar muito do sabor do pepino, pode substituir por meia cebola.
Para atenuar o cheiro do alho, pode remover o gérmen (aquela espécie de raiz interna)
As taças lindas são da coleção Meloa da Bordallo Pinheiro. Conheça-as melhor AQUI





Pickles de cenoura e pepino


Cada vez mais me dou ao (pouco) trabalho de preparar em casa produtos que, normalmente, se compram nos supermercados. Falo-vos de molho de tomate, doces, compotas, bolachas, creme de chocolate... uma infinidade de coisas! 
E desta vez trago-vos a minha receita preferida para uns pickles de chorar por mais! Ficam bem no pica-pau, em saladas, e até em cima de um hambúrguer bem generoso.
Como podem ver, é super económico e prepara-se em poucos minutos... Não digam que não vale a pena 😉

INGREDIENTES
3 cenouras 
1 pepino
1 malagueta verde
1 malagueta vermelha
4 dentes de alho
3 cebolas pequenas, novas
2 folhas de louro
1 colher de sopa de pimenta em grão
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar
500 ml de vinagre
500 ml de água

PREPARAÇÃO
Corte as cenouras, previamente descascadas em rodelas. Para dar um efeito mais bonito e uniforme, pode ajudar-se de uma mandolina, como esta.
Faça o mesmo com o pepino, mas sem retirar a casca.
Coloque, numa panela, a água, o açúcar, o vinagre, as folhas de louro e as cebolinhas cortadas ao meio. Leve ao lume, e deixe levantar fervura.
Adicione a cenoura, a malagueta, os alhos, a pimenta e o sal e deixe ferver por dois minutos.
Adicione o pepino e deixe ferver mais dois minutos.
Retire do lume, e distribua por frascos previamente esterilizados.
Deixe arrefecer completamente e conserve no frigorífico.

DICAS
Pode utilizar esta receita para preparar outro tipo de vegetais, como couve-flor, cebolinhas, malaguetas doces, etc.


O prato lindo faz parte da coleção Folhas da Bordallo Pinheiro



A felicidade numa bola de Berlim!



São redondas, fofas, gulosas e fazem qualquer um feliz! Até subir para a balança... Mas, aqui que ninguém nos lê, e ninguém nos vê a cara, que se lixe a balança! Queremos é ter momentos felizes e gulosos 🤗

INGREDIENTES para a massa:
450 gramas de farinha T65
50 gramas de açúcar
15 gramas de fermento fresco de padeiro
1 colher de chá de sal fino
25 gramas de manteiga amolecida
225 ml de leite morno
1 ovo
Óleo para fritar

Para o creme:
500 ml de leite
2 ovos inteiros
100 gramas de açúcar
50 gramas de maizena
Casca de 1/2 limão

Para polvilhar:
100 gramas de açúcar
1 colher de sopa de canela

PREPARAÇÃO
Comece por preparar a massa, misturando o açúcar com o leite morno, a manteiga e o fermento.
Coloque num recipiente amplo a farinha. Forme uma cavidade no centro e adicione os restantes ingredientes. Misture com uma colher de pau.
Adicione o ovo e o sal e misture.
Transfira a massa para a bancada de cozinha e trabalhe, com as mãos, ou com a batedeira, durante cerca de 10 minutos, até obter uma massa brilhante e elástica. Evite adicionar mais farinha.
Pincele um recipiente com um pouco de óleo. Coloque a massa, envolva com película aderente e depois com um pano e deixe levedar até duplicar o volume inicial.

Entretanto, prepare o creme:
Misture, numa taça, a maizena, o açúcar, os ovos inteiros e cerca de duas colheres de sopa de leite.
Leve o leite restante ao lume, juntamente com a casca de meio limão.
Assim que o leite ferver, retire a casca de limão, e verta sobre o preparado anterior, sem parar de mexer.
Volte a colocar tudo no tacho e leve ao lume, sem parar de mexer, até engrossar. Retire para um recipiente, cubra com película aderente, que deverá ficar em contacto com o creme para evitar a formação de uma crosta, e leve ao frio.

Quando a massa tiver atingido o dobro do volume inicial, verta-a sobre a bancada previamente polvilhada com farinha. Espalme, com as mãos ou com um rolo de cozinha, até obter cerca de 1,5 cm de espessura.
Com um corta-massas ou outro utensílio redondo, como um aro, com cerca de 5 cm de diâmetro, corte porções de massa, deverá render umas 12 a 15 unidades (as minhas ficaram exageradamente grandes e depois não tive desculpas para comer mais de duas 🤣).
Coloque cada círculo de massa, cuidadosamente, sobre quadrados de papel vegetal. Esta técnica dos quadrados de papel vegetal facilita o manuseamento na hora de fritar.
Tape com um pano e deixe repousar durante cerca de meia hora, até que os círculos cresçam mais um pouco.
Aqueça um tacho ou frigideira funda com cerca de 5 cm de óleo. É importante colocar bastante óleo. Reduza o fogo para a potência média e frite as bolas durante cerca de dois minutos de cada lado, até que fiquem douradas. Se o fogo estiver demasiado quente irão ficar escuras por fora e cruas no interior; pelo contrário, se o óleo não estiver quente o suficiente, irão ensopar na gordura.
Depois de fritas, escorras as bolas em papel absorvente e passe-as, ainda mornas, pela mistura de açúcar e canela.
Com a ajuda de uma faca de serra ou de uma tesoura, abra uma "boca" nas bolas, ou seja, como se fosse preparar uma sandes, mas sem soltar os extremos. 
Coloque o creme dentro de um saco pasteleiro, ou mesmo com uma colher, recheie as bolas e seja feliz! Acredito que será verdadeiramente feliz 😊 Aliás, parece que a época de praia ainda não chegou e terá mais umas semanas para disfarçar.

Preparação da massa na Yämmi:
Coloque no copo o leite, a manteiga, o açúcar e o fermento. Programe 2 Min a 37º na Vel 2.
Adicione os restantes ingredientes e programe 3 Min na função Amassar.

Preparação do creme na Yämmi:
Coloque todos os ingredientes no copo à exceção da casca de limão. Bata 10 Seg na Vel 6.
Adicione a casca de limão e programe 10 Min a 100º na Vel 4.

DICAS
Evite adicionar farinha quando estiver a trabalhar a massa, é normal ela ser pegajosa, e irá ficar elástica à medida que o glúten se desenvolve.
Para que a massa fermente mais rápido, ligue a luz do forno e coloque lá a massa, bem tapada.
Em alternativa, aqueça uma caneca com água no microondas até que ferva. Retire a caneca e coloque o recipiente com a massa.
Se não gostar de creme pasteleiro, recheie com creme de chocolate, com chocolate e avelãs, com doce de morango, de alperce, ou com nada! Estas bolas são deliciosas assim mesmo, sem grandes pretensões.




Maçãs assadas com merengue


E se elevarmos as tradicionais maçãs assadas a outro nível? É tão simples como adicionar um pouco de merengue no topo, et voilà!

INGREDIENTES
4 maçãs
50 gramas de açúcar mascavado
4 paus de canela
100 ml de moscatel

Para o merengue:
2 claras
100 gramas de açúcar

PREPARAÇÃO
Ligue o forno nos 180º.
Lave as maçãs e remova os caroços.
Coloque um pau de canela nos orifícios das maçãs.
Adicione o açúcar mascavado e regue com o moscatel.
Leve ao forno durante cerca de 20 minutos.
Passados 15 minutos, prepare o merengue: coloque a clara e o açúcar num recipiente e leve ao fogão, em banho-maria, mexendo de vez em quando, até que o açúcar esteja completamente dissolvido.
Bata, energicamente, até obter um merengue liso e brilhante.
Retire as maçãs do forno e distribua o merengue, com a ajuda de uma colher ou saco pasteleiro.
Leve novamente ao forno até ganhar cor e sirva ainda quente.






O meu equipamento fotográfico


Fazer fotografia nem sempre esteve nos meus planos, e menos a nível profissional. 
Não me considero fotógrafo, mas a verdade é que, associada à minha paixão, e ocupação a tempo inteiro, pela cozinha e pelo mundo dos bolos, veio a fotografia. Desfruto a cozinhar, a provar, a experimentar, a empratar... e desfruto também a fotografar; monto a cena, coloco os sujeitos, escolho o melhor plano e disparo. Sim, como devem imaginar, as fotografias que vos mostro não sairam (todas) à primeira, e passam por uma prova de seleção, difícil porque às vezes gosto de todas, e pela edição.
Felizmente, hoje em dia colaboro com algumas marcas de produtos alimentares, isso sempre, e babo quando vejo uma publicação ou flyer da marca com fotos minhas, sabe tão bem!
Voltando à parte de disparar, é óbvio que não basta dispor de um bom equipamento, quando não temos noções de técnica ou de composição, por exemplo; de que nos serve ter uma câmara xpto se depois não sabemos tirar partido das suas melhores características?
A minha câmara não é xpto, aliás, não é a primeira e (digo isto com medo, porque cada vez que faço um upgrade o valor aumenta...), é já a terceira que tenho, não porque as anteriores se tenham estragado, mas porque vou vendo isto de uma forma séria e, para fazer trabalhos de qualidade, preciso de um equipamento que esteja minimamente à altura.

Estes são os meus indispensáveis. Tenho mais alguns apetrechos como um set de luz contínua, alguns refletores, fundos de fotografia, os props (paninhos, pratos, tesouras...tralha!) mas isso eu mostro-vos noutro dia; aliás, já vou mostrando nos "behind the scenes" no instagram...

  1. Câmara réflex: tenho exatamente este modelo; podem comprar apenas o corpo, ou algum conjunto mais em conta com alguma objetiva, como o exemplo abaixo, que me permite também fazer vídeo
  2. Objetiva de 35 mm f/1.8 para aquele efeito desfocado e luminoso
  3. Comando à distância, imprescindível para quando queremos sair na fotografia e não temos quem dispare por nós (quando quero que as minhas mãos apareçam na cena, disparo com os dentes...)
  4. Tripé, outro imprescindível. Há opções mais económicas, mas este é o que eu tenho e estou satisfeito com ele, é robusto, tem a altura correta e a barra central que permite fazer planos picados.
  5. Mochila: para levar a câmara em viagens ou, simplesmente, para ter câmara e objetivas arrumadas e em segurança
  6. Cartão SD: convém ter vários, com maior ou menor capacidade em função do que se vai fazer
  7. Bateria extra: a quem nunca aconteceu ficar sem bateria a meio de uma sessão?
  8. Kit de limpeza: estes kits, bastante económicos, permitem manter a câmara e objetivas limpas

Se carregar nas imagens abaixo será aberta uma janela com toda a informação técnica e preço do equipamento em questão.


Como qualquer equipamento de trabalho, trata-se de um investimento. O que não quer dizer que não se possa ter um bom equipamento quando fazemos fotografia apenas como hobby.

Fotos realizadas com tripé







Salada de tomate com queijo fresco de cabra


Já diz o ditado que "menos é mais", e eu não poderia estar mais de acordo!
Basta juntar alguns ingredientes simples mas deliciosos, regar com um generoso fio de azeite e voilà!

INGREDIENTES (para 2 pessoas)
500 gramas de tomate maduro
2 queijos frescos de cabra
Sal q.b
Azeite virgem extra q.b
Vinagre balsâmico a gosto
Orégãos frescos

PREPARAÇÃO
Corte o tomate em rodelas com cerca de 5 mm.
Faça o mesmo com o queijo fresco de cabra.
Salpique com um pouco de sal.
Regue com um fio generoso de azeite e um pouco de vinagre balsâmico.
Salpique com algumas folhas de orgãos frescos ou outra erva aromática a gosto.