Bundt Cake de abóbora e cheesecake


Hoje celebra-se o National Bundt Cake Day 2016, e tenho a certeza que as redes sociais serão inundadas com fotos e receitas de deliciosos bolos feitos nas formas que lhe dão o nome característico.
A minha sugestão, que já foi preparada há alguns dias, resultou de uma pesquisa na internet para aproveitar puré de abóbora que me tinha sobrado de outra preparação.
O resultada não poderia ter sido melhor: consegui um bolo húmido, fofo, carregado de sabores e aromas que, inevitavelmente, me fizeram recordar os doces do tão próximo Natal.
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Ossobuco | e uma viagem à cozinha da minha avó


Embora se trate de um prato pouco requintado, por ser preparado com um corte menos nobre da vitela, o ossobuco consegue transportar-me até à cozinha de campo da minha avó, daquelas onde o fumo se encarregava de revestir as paredes de um negro aveludado (quem diria que hoje se pintam as paredes da mesma cor, até ela se iria rir, se visse alguma destas modernices), onde tudo era preparado à lareira em fogo vivo. E não sei se gostava mais do cheirinho dos cozinhados nas suas panelas de ferro, ou do lume e do aroma do fumeiro que pairava a poucos metros da fonte de calor.
E este prato resume-se a isso: a calor, a família e a refeições preparadas sem  pressas e com todo o amor do mundo, o mesmo amor com que se desfruta, à mesa, onde não falta um pedaço de pão, um copo de vinho e umas gargalhadas.

INGREDIENTES (para 6 pessoas)
2 kg de ossobuco de vitela
2 cenouras médias cortadas às rodelas
2 cebolas grandes em meias luas
1 ramo generoso de salsa
1 colher de chá de pimenta preta em grão
1 alho francês às rodelas
200 gramas de cogumelo marron
750 ml de vinho tinto
Farinha q.b
Azeite q.b
Sal q.b

PREPARAÇÃO
Salpique o fundo de um recipiente amplo com um pouco de sal. Sobreponha algumas rodelas de ossobuco e volte a salpicar com sal.
Adicione metade da pimenta em grão, disponha metade da cebola, cenoura e alho francês e regue com metade do vinho.
Repita o processo e termine adicionando a salsa. Tape com película aderente e deixe a marinar, no frigorífico, durante duas a três horas ou, se preferir, de um dia para o outro.
Escorra o líquido da marinada e separe a carne dos vegetais.
Passe as rodelas de ossobuco pela farinha, sacuda o excesso e reserve.
Aqueça uma panela. Cubra o fundo com azeite e frite a carne, dos dois lados, até ficar dourada.
Repita este processo duas ou três vezes, evitando cobrir a superfície da panela na totalidade.
Quando todas as rodelas estiverem coradas, coloque-as de parte.
Adicione à gordura residual na panela as verduras (alho francês, cebola e salsa), e deixe refogar durante alguns minutos.
Adicione a carne e o líquido da marinada. Tape e deixe cozinhar em lume brando durante cerca de duas horas, misturando de vez em quando.
Assim que a carne estiver quase cozida, adicione os cogumelos e deixe terminar de cozinhar sem a tampa. Retifique de sal e sirva esta delícia com puré de batata doce e algumas cenouras grelhadas.





Madalenas (salgadas) de queijo fresco


Vocês sabem que eu adoro preparar e fotografar receitas doces, mas também tenho momentos e receitas agridoces e outras salgadas, como estas madalenas, fofas e extra saborosas. São ideais para comer como aperitivo numa tábua de queijos e enchidos, ou ao pequeno almoço, barradas com uma boa dose de manteiga. Sim sim, manteiga, que é das coisas mais deliciosas que alguma vez inventaram; e vocês sabem! E por falar em manteiga, acabei de experimentar a Manteiga de Vaca dos Queijos Tété, uma verdadeira delícia, e tem um teor equilibrado de sal, mesmo ao meu jeito!
Mas, manteiga à parte, deixo-vos com a receita:

INGREDIENTES para 12 madalenas
40 gramas de manteiga (de vaca Tété) amolecida
1 ovo grande
125 gramas de farinha tipo 55
1/2 colher de chá de fermento em pó para bolos
30 ml de leite
1 queijinho fresco de alho e salsa
Q.b Sal

PREPARAÇÃO
  • Ligue o forno nos 175º
  • Unte uma placa de formas para madalenas ou mini queques com manteiga. Polvilhe com farinha e dê algumas pancadas na bancada da cozinha para descartar o excesso. Reserve.
  • Bata a manteiga amolecida juntamente com o ovo.
  • Adicione a farinha, previamente peneirada juntamente com o fermento. Envolva.
  • Adicione o leite e o queijo esmigalhado com as mãos. Misture 
  • Distribua pelas formas , alise ligeiramente com uma espátula e leve ao forno durante 15 a 20 minutos.

DICAS
  • Sirva as madalenas, ainda mornas, barradas com um pouco de manteiga
  • Para intensificar o sabor, não hesite em adicionar salsa e alho picados à massa.




Bolo de maçã e castanha | sem glúten nem lactose


O outono traz-nos as primeiras noites frias, os por de sol mais bonitos do ano e os melhores frutos: castanhas, dióspiros, uvas, maçãs... E por falar em maçãs e castanhas, sabiam que funcionam na perfeição quando combinadas? Hummm, não vos vejo muito convencidos, e é por isso que hoje vos trago esta receita, preparada com maçãs e um produto inovador: a farinha de castanha, por natureza isenta de glúten, com um sabor adocicado e ideal para preparar pão, bolos ou outros produtos de pastelaria.

INGREDIENTES
100 gramas de manteiga amolecida
3 ovos médios
150 gramas de açúcar
175 gramas de farinha de castanha
1 colher de chá de fermento
3 maçãs
2 colheres de sopa de mel

PREPARAÇÃO
Ligue o forno nos 180º.
Unte uma forma redonda sem buraco, com cerca de 20 cm de diâmetro com manteiga, forre com papel vegetal e volte a untar. Reserve.
Descasque as maçãs e corte-as ao meio. Retire os caroços. Na parte exterior, faça uns sulcos com um espaçamento de cerca de 3 mm, sem chegar a cortar na totalidade. Salpique com algumas gostas de sumo de limão para evitar que oxidem enquanto prepara a massa.
Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado.
Adicione os ovos, um de cada vez, e batendo entre cada adição.
Adicione a farinha de castanha e o fermento, previamente peneirados. Misture bem.
Coloque a massa na forma e, por cima, decore com as maçãs, com a base lisa para baixo.
Leve ao forno durante cerca de 40 minutos. Faça o teste do palito, mas retire o bolo do forno ainda ligeiramente húmido.
Aqueça o mel e pincele o bolo depois de desenformado, ainda morno.





Ceviche de robalo | e o meu vício


Gosto destes dias de outono, mais frescos, com o vento a soprar as folhas que insistem em ficar penduradas até atingirem a miscelânea de cores mais bonita: adoro as cores quentes que atingem e vê-las cair, aqui, ali, no vidro da janela do meu quarto ou no tapete à porta do Sr. Brioche.
Mas também gosto de pratos mais leves e refrescantes, simples, tão simples que nem é preciso ligar o fogão! É o caso deste ceviche, preparado à minha maneira!
Pois, e o vício, qual é? Pensam vocês... O meu vício não é novidade para ninguém; Não, não falo desse! Falo da minha debilidade por utensílios de cozinha e props bonitos... Uma tábua, um garfo, um paninho às riscas, ou até aquela faca japonesa que namorava enquanto assistia a programas de culinária dos chefs mais mediáticos.
E tenho sorte! Tenho sorte por saber onde se encontrar alguns desses paninhos, pratos, taças e facas.  Ora nas feiras de velharias, ora em lojas online. E hoje deixo-vos duas recomendações: a Zwilling e a Coqueto. Visitem os links e deixem-se apaixonar! Se não resistirem, já sabem: o Natal está ao virar da esquina ;)

INGREDIENTES para 2 pessoas
1 filete de robalo com cerca de 400 gramas
1/2 cebola roxa
1 limão
2 limas
1 colher de sopa de leite de coco
1 malagueta vermelha
1 raminho de coentros
3 kumquats
1 abacate
Azeite virgem extra q.b
Flor de sal q.b

PREPARAÇÃO
  1. Lave o peixe e enxugue-o sobre papel absorvente. Seguidamente, corte-o em cubos com cerca de 1 cm para um recipiente.
  2. Adicione o sumo das limas e do limão, o leite de côco e uma pitada de sal. Misture bem e deixe marinar durante cerca de 20 minutos.
  3. Durante o tempo da marinada, o peixe deverá ficar opaco, é sinal de que fica "cozido" pela ação do ácido dos citrinos.
  4. Adicione a cebola cortada em cubos pequenos ou em fatias finas e a malagueta às rodelas fininhas.
  5. Sirva com o abacate cortado em cubos, rodelas de kumquat, e um fio de azeite.
  6. Termine com a salicórnia, folhas de coentros e uma pitada de flor de sal.
  7. Sirva bem fresco.

DICAS
  • Pode comprar o peixe inteiro e amanhá-lo em casa, retirando as vísceras, a pele e as espinhas. Não se esqueça que, com a cabeça e as espinhas, pode preparar um delicioso caldo para utilizar num arroz de peixe, ou congelar para mais tarde. Contudo, é bem mais fácil comprar o peixe e pedir na peixaria que façam os filetes.
  • É muito importante que o peixe seja do dia. Ao ser consumido cru, e além de ser curado pela ação do ácido, convém não arriscar!
  • Não hesite em adicionar uma manga laminada, gomos de tangerina, morangos ou outro fruto fresco que seja do seu gosto.

CURIOSIDADES

Também conhecida como espargo marinho, é uma planta com caules carnudos e folhas em forma de escama, conferindo à planta uma forma peculiar.
A Salicornia Natural da Ria Formosa é levemente salgada, crocante, suculenta e saborosa. Pode ser consumida crua ou confeccionada nas mais variadas formas, como em saladas, com peixe, sushi, marisco, carne, massas, como tempero e inclusivamente em bebidas com ou sem álcool.
Também é utilizada como elemento decorativo em numerosos pratos. A salicornia é um vegetal muito elegante que já é servido em restaurantes de alta gama de todo o mundo. Quando usada a Salicornia Natural da Ria Formosa aporta aquele toque especial, requintado e único onde quer que seja utilizada.



Creme de outono


Não sei se já vos disse o quanto gosto de castanhas; assadas, cozidas, fritas, estufadas, em puré, ou mesmo cruas! E é para mim um martírio ter que esperar todo o ano para desfrutar delas. Eu sei que as há congeladas e são igualmente boas, mas frescas são bem mais versáteis. 
E por falar em castanhas, elas foram as protagonistas do workshop que desenvolvi para o projeto Monção nas Mãos, que procura reavivar costumes culturais e gastronómicos, envolvendo novas gerações e metodologias. Conto-vos, desde já, que foi um dia bem animado, no qual os participantes prepararam o seu próprio almoço, composto por sopa, prato principal, sobremesa e dois tipos de pão. Ficaram curiosos? Vejam o registo fotográfico AQUI.

Mas, e voltando à receita, trata-se de um creme suave e reconfortante, com os melhores ingredientes do outono: a abóbora e a castanha.


INGREDIENTES:
· 300 gramas aprox. de castanhas
· 1 abóbora pequena
· 2 talos de alho francês
· 200 ml de natas
· Azeite q.b
· Pimenta q.b
· 1 raminho de Valverde da Praia

PREPARAÇÃO

1. Cobrir o fundo de uma panela com azeite.
2. Adicionar o alho francês cortado em pedaços, a abóbora sem casca nem pevides cortada em pedaços e as castanhas.
3. Levar ao fogo, a refogar, durante cerca de 5 minutos.
4. Cobrir com cerca de 1,5 litros de água. Temperar com sal e deixar cozinhar durante cerca de meia hora.
5. Triturar com a varinha mágica, adicionar as natas e levar novamente ao lume.
6. Temperar com um pouco de pimenta e servir com pedaços de bacon grelhado e um raminho de valverde da praia (ou sal, no seu defeito).

DICAS
Se, como eu, pretender reduzir a utilização de sal, pode recorrer a plantas substitutas deste condimento. Na Riafresh pode encontrar algumas variedades deliciosas que transportam o mar até às nossas papilas. Nesta receita, por exemplo, utilizei valverde da praia.






Broa de mistura

Eu sei, eu sei que vos ando a massacrar com a história dos votos para os Blogs do Ano  mas, uma vez que fui nomeado, irei fazer os possíveis para trazer o galardão, e sei que posso contar convosco!

Mas, falando de outras coisas, no outro dia decidi preparar umas broas de mistura; juntei um pouco das farinhas que tinha no momento: trigo, milho e centeio, um pouco de água, sal e fermento; o resultado foi excelente! Ficou um pão algo denso graças à farinha de milho, mas super delicioso, ideal para acompanhar a refeição ou (e aqui confesso sem vergonhas) um chouriço assado ao lanche!
Vamos à receita:

INGREDIENTES
200 gramas de farinha de trigo tipo 65
150 gramas de farinha de centeio integral
300 gramas de farinha de milho (de preferência amarela)
30 gramas de fermento fresco de padeiro
15 gramas de sal
500 ml de água morna aprox.

PREPARAÇÃO
Faça um pré-fermento misturando, num recipiente, a farinha de trigo com o fermento esmigalhado e metade da água. Tape com um pano ou película aderente e deixe levedar durante cerca de duas horas num local cálido, ou até que aumente de volume e comece a formar borbulhas.
Adicione, então,  a farinha de milho, a farinha de centeio, o sal e a água restante.
Amasse, com as mãos, durante cerca de 10 minutos. Deverá obter uma massa ligeiramente pegajosa.
Unte um recipiente grande com um pouco de óleo, deposite nele a massa, tape e deixe levedar até duplicar o volume.
Quando a massa tiver duplicado o volume, divida-a em duas porções, forme uma bola com cada metade e dê-lhe a forma que mais gostar, redonda ou alongada.
Forre dois cestos com um pano de linho. Polvilhe com farinha e deposite as broas, com a costura para cima. Tape com um pano e deixe levedar durante mais uma hora aproximadamente. 
Entretanto, pré-aqueça o forno nos 220º.
Volte as broas para cima de um tabuleiro forrado com papel vegetal, faça alguns cortes com uma faca bem afiada e leve ao forno durante cerca de 40 minutos.
O pão estará cozido quando, ao bater com a mão na base, emita um som a oco.
Deixe arrefecer em cima de uma rede antes de cortar.




Churros | um mundo mais doce

Não é a primeira vez que faço churros em casa; na verdade, também não é a segunda nem a terceira e,    pensando bem, acho que já não me chegam os dedos das mãos para contar as vezes com que desfrutei destes deliciosos "palitos" de massa frita, tão tradicionais de nuestros hermanos.
Mas também reconheço que eu estava muito sossegado, e nem me lembrava deles! Quer dizer, desde as festas do concelho mas, como deverão compreender, não dá para ir à festa e não comprar churros! A questão é que eu estava tão sossegado até que, duas senhoras muito provocadoras (e talentosas) pelas quais sinto um enorme carinho, decidiram escolher os CHURROS como tema do Sweet World Callenge deste mês. Sim sim, falo da Susana e da Lia dos blogs Basta Cheio e Lemon and Vanilla, respetivamente.
E pronto, pequei por causa delas! A massa é a que sempre utilizo, mas desta vez, e só por culpa delas, decidi acompanhar os churros com mais algumas coisitas, nada pecaminosas :p

INGREDIENTES
Para a massa
250 gramas de água
225 gramas de farinha tipo 55 sem fermento
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de Cointreau ou outro licor de sabor cítrico ou anisado
Açúcar q.b
Óleo q.b para fritar

PREPARAÇÃO na Yammi
Coloque um recipiente sobre o copo. Pese 225 gramas de farinha sem fermento. Reserve.
Coloque no copo 250 gramas de água e o sal. Aqueça 3 minutos a 90º na Velocidade 1.
Adicione a farinha reservada e programe 30 Seg. Vel. 4.
Retire a massa para um saco pasteleiro com boquilha em forma de estrela.
Aqueça um tacho fundo com óleo abundante. Com cuidado para não se queimar, e ajudando-se do saco pasteleiro, frite churros com cerca de 12 cm, cortando-os com uma tesoura.
Deixe fritar até os churros ficarem dourados, mas com o cuidado de não deixar o óleo aquecer demasiado.
Depois de fritos, retire os churros para um prato com um pouco de papel absorvente. Polvilhe com um pouco de açúcar e reserve.

MÉTODO TRADICIONAL
Coloque a água e o sal num tacho. Assim que começar a ferver, retire do lume e adicione a farinha de uma só vez. Mexa com uma colher de pau até obter uma pasta lisa, que se assemelhe à massa dos rissois.
Retire a massa para um saco pasteleiro com boquilha em forma de estrela.
Aqueça um tacho fundo com óleo abundante. Com cuidado para não se queimar, e ajudando-se do saco pasteleiro, frite churros com cerca de 12 cm, cortando-os com uma tesoura.
Deixe fritar até os churros ficarem dourados, mas com o cuidado de não deixar o óleo aquecer demasiado.
Depois de fritos, retire os churros para um prato com um pouco de papel absorvente. Polvilhe com um pouco de açúcar e reserve.

Sirva os churros com um dos seguintes acompanhamentos (ou todos):
  1. Creme de chocolate e avelãs
  2. Chocolate quente
  3. Açúcar e canela
  4. Curd de limão
  5. Compota
  6. Molho de caramelo salgado