Sorvete de manga e nectarina


São necessários apenas três ingredientes para preparar um sorvete delicioso e saudável.

INGREDIENTES
750 gramas de nectarina
1 manga média
1/2 limão
Folhas de hortelã fresca a gosto

PREPARAÇÃO
Descasque a manga e retire-lhe o caroço. Corte em pedaços e reserve.
Remova o caroço das nectarinas, corte em pedaços e reserve.
Descasque o limão e remova os caroços.
Coloque a fruta no copo do processador de alimentos e triture, até obter um puré homogéneo.
Transfira para a cuba da máquina de gelados, que deverá estar no congelador há, pelo menos, 24 horas.
Ligue a máquina e processe até solidificar.
Como alternativa, caso não tenha máquina de fazer gelados, depois de triturada coloque o puré de fruta num recipiente com fecho hermético e leve ao congelador, tendo o cuidado de envolver, de meia em meia hora, até solidificar.
Retire do congelador 5 a 10 minutos antes de servir e guarneça com folhas de hortelã.

DICAS
  • Experimente preparar sorvetes com as suas frutas preferidas.
  • O limão evita a oxidação da fruta durante todo o processo.
  • Experimente adicionar 2 a 3 colheres de sopa de vodka ou de rum ao puré de fruta antes de processar e obterá um excelente limpa palato




Sardinhas em escabeche


Desde pequeno que adoro peixe. 
Não vivo no litoral, mas a proximidade de vilas piscatórias como Caminha ou Vigo permitiram que provasse os mais diversos peixes, mas confesso que sou bem tradicional: nada supera uma bela sardinha! E lembro-me da minha avó (ainda viva, mas já um bocadinho preguiçosa) preparar sardinhas em escabeche, um escabeche ligeiramente mais avinagrado do que o meu e sem cenoura nem alho francês: bastavam-lhe um pouco de azeite, muita salsa e cebola para preparar o meu escabeche preferido que, confesso sem vergonhas, adorava comer de tarde, à hora do lanche, sentado nas escadas de casa a seu lado, com um pedaço de broa na mão.
Os tempos não são os mesmos, nem a broa, nem sequer as sardinhas! Mas as recordações vivem cá dentro e é inevitável não desejar regressar àquelas escadas, com a Necinha, e as suas sardinhas...

INGREDIENTES
100 gramas de cenoura
150 gramas de alho francês
1 cabeça de alhos
150 ml de azeite virgem extra
1/2 kg de sardinhas limpas e sem escamas
1 + 1/2 copo de vinho branco
1/2 copo de vinagre
1 folha de louro
Sal e pimenta a gosto
Coentros a gosto

PREPARAÇÃO
Corte a cenoura e o alho francês em tiras fininhas, com cerca de 5 cm de comprimento. Reserve.
Aqueça um tacho com o azeite. Adicione a cabeça de alhos, cortada ao meio formando uma flor, e com a superfície cortada voltada para baixo e o louro. Deixe corar ligeiramente e retire.
Adicione o alho francês e a cenoura e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos. 
Tempere com sal e pimenta em grão (sem moer) e adicione o vinho branco e o vinagre. Deixe ferver durante alguns minutos, para evaporar parte do álcool. Desligue o fogão e retire.
Com uma faca bem afiada ou, como eu faço, caso se sinta à vontade para manipular as sardinhas, descole o músculo dos dois lados, removendo a espinha. Repita o processo para todas as sardinhas e enxugue-as com um pouco de papel absorvente.
Num tacho de barro ou ferro, coloque uma camada dos legumes estufados  e alguns raminhos de coentros ou salsa, como preferir.
Sobreponha uma camada de sardinhas e repita o processo até não ter mais sardinhas nem legumes.
Para terminar, regue com o molho, tape e reserve no frio durante, pelo menos, um dia.

DICAS

  1. Os escabeches ficam mais apurados e deliciosos com o passar do tempo, pelo que deverá esperar, no mínimo, um a dois dias antes de consumir.
  2. Pode armazenar o escabeche num local fresco ou no frigorífico, deixando que fique à temperatura ambiente antes de servir.
  3. Pode aplicar esta técnica para outros tipos de peixes pequenos/médios.




Panquecas | e mirabéis glaceados em vinho do Porto

Sem grandes palavras, deixo-vos este pequeno almoço reconfortante e doce, ideal para o nosso dia de aniversário ;)


INGREDIENTES

Para as panquecas:
50 gramas de manteiga derretida
250 ml de leite
225 gramas de farinha
2 ovos
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de fermento
1 pitada de sal

Para a calda:
50 gramas de manteiga
100 gramas de açúcar
500 gramas de mirabéis
50 ml de vinho do Porto

PREPARAÇÃO
Para preparar as panquecas, coloque numa taça os ovos, o açúcar, o sal e a manteiga derretida. Misture bem com umas varas de arame.
Adicione a farinha, o fermento e o sal e misture.
Adicione, gradualmente e sem parar de bater para evitar a formação de grumos, o leite.
Deixe repousar a massa por cerca de 15 minutos.

Entretanto, prepare a calda:
Aqueça uma frigideira e adicione a manteiga. Deixe derreter.
Adicione o açúcar e deixe que se forme uma espécie de caramelo, sem parar de mexer.
Adicione os mirabéis e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos.
Refresque com o vinho do Porto e deixe evaporar o álcool.

Aqueça uma frigideira antiaderente e faça as panquecas, deixando crescer e dourar de ambos os lados.
Sirva as panquecas regadas com a calda.
Se for muito guloso, regue cada camada de panqueca com a calda.
Uma bola de gelado no topo arrebata todas as necessidades de doce ;)

DICAS
Pode optar por preparar a massa das panquecas na liquidificadora ou com a varinha mágica, bastando introduzir os ingredientes no copo, pela ordem indicada.






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Pão tipo Chapata


Ainda morno com manteiga, ou já frio com uma tábua de queijos ou enchidos, não consigo dizer que não a um bom pão caseiro. Esta receita, algo mais laboriosa por causa da elevada hidratação da massa, compensa o esforço.
Este é um pão leve, crocante e bem arejado, excelente para comer ao lanche ou preparar sandes.

INGREDIENTES
400 gramas de farinha tipo 65 (com muita proteína)
350 gramas de água
7 gramas de sal fino
10 gramas de fermento fresco de padeiro (ou 3 gramas se for seco)

PREPARAÇÃO
Coloque a farinha num recipiente. Forme uma cavidade no centro e adicione a água e o fermento. Misture com a ajuda de uma colher de pau.
Adicione o sal e misture novamente.
Passe a massa para uma superfície limpa, sem farinha, e trabalhe a massa, com as mãos, durante cerca de 10 minutos.
Por se tratar de uma massa com um elevado nível de hidratação, é normal que esta se agarre às mãos e à bancada.
Unte um recipiente rectangular ou quadrado com cerca de 30 cm de lado com um pouco de óleo.
Ajudando-se de uma espátula, recolha a massa das mãos e da bancada e deposite-a no recipiente.
Tape com película aderente e deixe repousar durante cerca de uma a duas horas ou até que a massa tenha quase triplicado o seu volume inicial.
Polvilhe a bancada de cozinha com uma dose generosa e farinha e dê a volta ao recipiente, até a massa se descolar. Deixe repousar cerca de 5 minutos.
Entretanto, ligue o forno nos 250º, de preferência com uma pedra para pão lá dentro.
Polvilhe a massa com bastante farinha, até se formar uma camada com cerca de 1a 2 mm e, com as mãos, mas realizando movimentos rápidos e precisos, estique ligeiramente os cantos da massa, de forma a obter um rectângulo com cerca de 1,5 cm de espessura.
Com uma faca bem afiada, ou passada por água fria, divida a massa em 6 ou 8 rectângulos, em função do tamanho desejado.
Forre um tabuleiro liso, sem bordos, com papel vegetal, polvilhe com farinha e disponha, cuidadosamente, os pães.
Deslize o papel vegetal com os pães para cima da pedra no forno, caso disponha, ou coloque o tabuleiro diretamente no forno.
Passados 10 minutos, reduza a temperatura do forno para os 200º e deixe cozer por mais cerca de 15 a 20 minutos.
Deverá obter uns pães bem dourados e chocantes.

DICAS:
Se bem que na maior parte das massas devemos evitar a adição extra de farinha, neste caso torna-se imprescindível polvilhe generosamente a bancada e massa, para poder manuseá-la.
Para um pão ainda mais chocante, coloque no forno, no momento em que o liga, um recipiente pequeno (tipo uma forma para queque) com água, que irá produzir o vapor necessário para formar uma crosta mais firme.




Doce de pêssego



A melhor fruta não é a mais bonita, de tamanho uniforme e brilhante, mas aquela com uma doçura natural e, por vezes, imperfeições bem visíveis, que são compensadas pelo sabor mais genuíno.
Tenho sorte, sorte de viver no campo, de comer vegetais e fruta a sério, colhida por mim ou por outras mãos que sentem o mesmo que eu.
O único inconveniente de ter várias árvores de fruto é que, nesta época, há fruta para dar e vender, e ninguém consegue consumi-la toda; assim, alguma dessa tosca mas deliciosa fruta, acaba transformada em doce, compota ou outras conserves, que me abastecem (e aos meus bolos) durante praticamente todo o ano. E o doce de pêssego é dos meus preferidos para acompanhar umas crackers caseiras e uma fatia de requeijão.

E é tão bom colocar uma panela ao lume e ver como a fruta se transforma, lentamente, sem pressas, como faziam as nossas avós.