Molho agridoce

Como grande apreciador da cozinha oriental que sou, os pratos agridoces dão-me sempre a volta à cabeça; Confessem, nunca misturaram presunto e compota de figos, por exemplo? ;) O contraste do doce com o salgado e um toque de picante são, para mim, misturas extasiantes. Depois de ter provado um molho agridoce em casa de amigos, decidi fazer a minha versão, utilizando umas malaguetas originárias do Brasil. Com esta quantidade fiz molho suficiente para um frasco de 250 ml. Ideal para acompanhar carne de porco, aves, uns camarões fritos ou legumes em tempura.
Ingredientes:
250 ml de vinagre de vinho tinto ou de frutas
100 grs de açúcar branco
175 grs de açúcar amarelo
1 dente de alho
25 grs de gengibre fresco
2 malaguetas pequenas frescas ou em conserva
Num tacho, colocamos o açúcar branco e o amarelo; vertemos por cima o vinagre e levamos ao lume durante cerca de 8 minutos. Descascamos o alho e o gengibre, picamos e adicionamos ao vinagre; adicionamos também as malaguetas abertas e sem sementes. 
Deixamos ferver mais 5 minutos e retiramos do lume. Quando frio, podem guardar em frascos de vidro esterilizados, ou no frigorífico.


Salada de grão primaveril

Há já algum tempo que a Jacinta me pediu a receita de uma entrada com grão que lhe servi no verão; como não me lembro ao certo dos ingredientes, recriei-a. É uma excelente opção para entrada, mas também como prato principal e até mesmo indispensável na marmita dos pic-nics que todos estamos ansiosos por começar a fazer, assim que o tempo o permitir. Podem utilizar os ingredientes de que mais gostarem. Nesta versão, aproveitei algumas das coisas que tinha na despensa. Se for consumida como entrada rende para 4 a 5 pessoas, mas se for o prato principal, estas quantidades serão adequadas para apenas dois comensais. 
Ingredientes:
400 grs de grão cozido escorrido (1 frasco)
1/2 cebola em meias luas fininhas
1 colher de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de sultanas
1/2 maçã 
50 grs de queijo da ilha
50 grs de fiambre de porco ou peru
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta q.b
Colocamos o grão numa saladeira; Cortamos a maçã, o queijo e o fiambre em cubinhos de aproximadamente meio centímetro de lado e adicionamos ao grão. Juntamos a cebola e a salsa picada, bem como as sultanas. 
Teperamos com sal, pimenta,  azeite e o vinagre balsâmico. Misturamos bem e empratamos. 
Para acompanhar, nada melhor que uma fatia grossa de pão tostada na frigideira com um pouco de azeite.



Dourada ao sal com arroz cremoso de legumes

Parece que aquela lasanha vegan despertou o meu lado saudável :) No fundo, fazer comida saudável não dá mais trabalho, pelo contrário: são preparações mais simples e o resultado final fica muito colorido, pois podemos utilizar uma enorme variedade de legumes. Este é, para mim, o método mais simples para preparar este tipo de peixe, uma vez que, ao ser um peixe gordo, o sal ajuda a reter a humidade e o resultado é um peixe saboroso e suculento, sem necessidade de outros temperos.
Ingredientes para 4 pessoas:
2 douradas com 400 grs cada uma
1,5 kg de sal grosso
1 cenoura 
1 alho francês
1 courgette
200 grs de arroz
azeite
sal e pimenta
açafrão
Salsa fresca
Humedecemos o sal com um pouco de água, cobrimos o fundo de um tabuleiro ou pirex; colocamos em cima as douradas limpas e cobrimos com o resto do sal, fazendo pressão para ficarem bem cobertas; assamos em forno a 200º durante cerca de 40 minutos.
Para o arroz, aquecemos um tacho; colocamos um pouco de azeite e adicionamos o alho francês cortado em rodelas. Seguidamente, juntamos a cenoura cortada em juliana, deixamos cozinhar uns 2 minutos e adicionamos a courgete, também cortada em juliana; deixamos cozinhar uns 3 minutos e temperamos com sal e pimenta.
Juntamos o arroz, mexemos um pouco, adicionamos a água, sendo que em princípio utilizaremos 3 vezes o volume do arroz; retificamos os temperos, adicionamos o açafrão e deixamos cozinhar cerca de 17 minutos.
Retiramos o peixe do forno, quebramos a crosta de sal e extraímos os filetes do peixe, com cuidado para ficarem inteiros.
Para empratar, colocamos um pouco de arroz, salpicamos com um pouco de salga picada grosseiramente em em cima, colocamos o filete da dourada.


Quiche com gengibre e rúcula

Naqueles dias em que não nos apetece fazer um jantar muito complicado, esta é a solução ideal. Recomendo ter sempre uma ou duas embalagens de massa areada no frigorífico, pois é muito versátil e podemos usá-la para empanadas, quiches, tartes doces e até mesmo para uns salgadinhos. Na preparação desta quiche e, para torná-la ainda mais rica, adicionei um pouco de fiambre e queijo, mas podem fazer apenas com legumes. É também uma excelente opção para aproveitar legumes já cozinhados que tenham sobrado de outra refeição.
Ingredientes:
1 base de massa areada4 ovos
100 ml de natas
1 cenoura
1 courgete pequena
1 alho francês
15 grs de gengibre
50 grs de fiambre de perú
50 grs de queijo
50 ml de azeite
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1/2 colher de sopa de mel
Rúcula 
Sal e pimenta q.b
Limpamos e cortamos todos os legumes em juliana (tirinhas com aproximadamente 4 cms de comprimento e 3 mm de espessura), separadamente.
Aquecemos o Wok ou frigideira, colocamos 2 colheres de azeite e, seguidamente, o gengibre também em juliana; deixamos puxar um pouco e adicionamos os legumes, tendo em conta a textura dos mesmos, pelo que começamos por adicionar a cenoura, deixamos cozinhar uns 3 minutos e, então juntamos o alho francês e a courgete. Salteamos uns 3 minutos e temperamos com sal e pimenta. Cortamos o fiambre em cubinhos e adicionamos. Desligamos o fogo.
Forramos uma forma de tarde com a massa e colocamos nela os legumes salteados. Batemos os ovos juntamente com as natas; temperamos com sal e pimenta; vertemos os ovos na forma, em cima dos legumes. Polvilhamos com o queijo também cortado em cubos e cozinhamos em forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 25 minutos, até que fiquem bem dourado e os ovos coagulados.
Preparamos o molho: Misturamos muito bem o mel com o vinagre balsâmico e o restante azeite. Cobrimos a quiche com a rúcula e regamos com o molho.

Lasanha Vegan

A receita de hoje é muito especial, pois foi criada por uma boa causa. A Miño Valley Farm Sanctuary está a editar um livro de receitas para ajudar a angariar fundos para o sustento dos animais que albergam e, como tal, pediram o apoio a pessoas que tenham receitas vegan; Sinceramente gosto muito de legumes, mas não dispenso um bom pedaço de carne, peixe, marisco, ovos e, sobretudo, um queijinho. Aminha conclusão depois de fazer este prato foi que, apesar de não ser uma dose muito abundante, a mesma produz uma sensação de saciedade incrível, e não dei por falta de alguma proteína mais consistente
Ingredientes para 2/3  pessoas:
1 courgete média
1 beringela
3 tomates
1 cenoura
1 colher de sopa de aveia
3 folhas de massa Filo
1 punhado de ervilhas de quebrar
1 colher de sopa de farinha
200 ml de natas vegetais
1/2 cebola picada
1 dente de alho
1 colher de café de açúcar
1 raminho de tomilho
Sal
Azeite
Em primeiro lugar, cortamos a beringela em rodelas de 1 cm aproximadamente; polvilhamos com sal e reservamos durante cerca de 20 minutos, para perder a acidez. Entretanto, colocamos um tacho com água a ferver. O seguinte passo é preparar os legumes: retiramos o fio às ervilhas, descascamos a cenoura; com o descascador, retiramos umas lâminas da cenoura e da courgete; cortamos um dos tomates em rodelas de 1/2 cm e nos outros dois fazemos um corte na pele, em forma de cruz. Assim que a água começar a ferver, escaldamos os tomates que colocamos seguidamente em água fria; introduzimos as ervilhas e a cenoura e deixamos cozer cerca de 3 minutos.  Removemos a pele e as sementes dos tomates escaldados, e picamos grosseiramente.
Num pequeno tacho colocamos um pouco de azeite e a cebola picada; deixamos refogar ligeiramente e adicionamos o tomate. Deixamos cozinhar cerca de 5 minutos; juntamos o açúcar, um pouco de sal e o raminho de tomilho, deixamos cozinhar mais 2 minutos e retiramos do fogo. Noutro tacho, aquecemos uma colher de azeite; juntamos a farinha, deixamos que seja absorvida e juntamos as natas vegetais; temperamos com sal e pimenta e reservamos. Passamos a beringela na aveia, pressionando um pouco e colocamos numa frigideira quente com um pouco de azeite, até ficar bem dourado; retiramos e colocamos sobre papel absorvente. Na mesma frigideira, colocamos mais um pouco de azeite e o dente de alho; Salteamos as lâminas de courgete, bem como as ervilhas e a cenoura escaldadas.
Untamos um tabuleiro com azeite colocamos uma folha de massa filo, pincelamos com azeite, e sobremos as seguintes, sempre pincelando. Colocamos no forno a 180º durante cerca de 4 minutos, até ficarem douradas e estaladiças.
Para  a montagem da lasanha, colocamos uma camada de massa filo, seguida do tomate em rodelas e de todos os vegetais, alternando de modo a contrastar as cores. Cobre-se com o béchamel e vai a forno a 200º para gratinar.
No prato, colocamos uma colher de molho de tomate e, em cima, a lasanha.Podem decorar com um ramo de tomilho e alguma massa filo assada. 



Leite creme

Receita antiga cá em casa, rápida e fácil. O resultado?? Uma textura leve e cremosa, com um toque de limão, contrastada com uma capa crocante formada pelo açúcar queimado no momento.
Ingredientes para 6 pessoas:
1 litro de leite
100 grs de açúcar mais algum para polvilhar
2,5 colheres de sopa de Maizena
6 gemas de ovo
casca de um limão
Ao litro de leite, retiramos uma chávena  e reservamos.
Colocamos o restante leite a ferver com a casca de limão. Entretanto, numa tigela, misturamos as gemas com o açúcar e a maizena; adicionamos a chávena de leite que tinhamos reservado. Quando o leite começar a ferver, adicionamos a mistura das gemas, mexendo sem parar até engrossar e levantar fervura novamente. Retiramos a casca de limão e distribuimos por pequenas taças ou pratos. Quando frio, polvilhamos com açúcar granulado e queimamos com um ferro especial bem quente, ou com o maçarico até caramelizar.
Nota: Podem substituir a casca de limão por uma vagem de baunilha.

Arroz doce

Quem não sente, de vez em quando, saudades de algo tradicional,  de algo nosso? O arroz doce é uma daquelas sobremesas que me trazem nostalgia, o aroma  da canela e do limão, aquela textura cremosa complementada com os grãos de arroz, bem cozidos mas inteiros... Sim, porque já que os portugueses temos a fama de ser das culturas que mais consomem arroz, porque não tirar o proveito? ;)
Ingredientes para 8 pessoas:
200 grs de arroz (eu uso carolino)
800 ml de água
150 grs de açúcar
1/2 litro de leite
4 gemas
1 limão
1 pau de canela
sal q.b.
Canela moída q.b
Adicionamos duas colheres de sopa de leite às gemas, misturamos e reservamos.
Colocamos um tacho ao lume com a água, um pouco de sal, a casca do limão e o pau de canela. Quando começar a ferver, adicionamos o arroz, mexemos e deixamos cozinhar cerca de meia hora, até observarmos que os grãos começam a abrir; como o arroz não é todo igual e alguns absorvem mais água do que outros, caso seja necessário adicionem um pouco mais de água, pois não pretendemos que fique seco. Retiramos a casca de limão e o pau de canela.
Quando o arroz estiver cozido, adicionamos o leite e o açúcar e deixamos reduzir cerca de 5 a 10 minutos, até ficar cremoso. Reduzimos o fogo e adicionamos as gemas, mexendo muito bem e com cuidado para não cozerem. 
Distribuímos por taças, terrinas ou mesmo frascos e deixamos arrefecer. 
Antes de servir, polvilha-se com canela.

Wrap de mandioca com carne assada, rúcula, tangerina e amêndoa

Agora que tenho mais algum tempo livre, e muitas ideias para por colocar em prática, comecei por a liquidar alguns dos ingredientes que tinha na despensa; um deles, Goma de Mandioca que uma grande amiga me trouxe na sua última viagem ao Brasil; ela diz que lá eles fazem crepes com aquilo, mas eu quis ir mais além, e decidi fazer um wrap com uma carne de porco assada que sobrou do almoço, mas que pode ser substituída por frango, umas tangerinas e alguma rúcula selvagem que está agora em pleno crescimento. A ideia é reciclar ingredientes sobrantes, fazendo uma refeição bastante saudável. Estas quantidades rendem uma média de 6 wraps.
Ingredientes:
175 grs de goma de mandioca
125 grs de farinha de trigo
1 colher de sopa de azeite
1 dl de água fria
1 iogurte natural
1/4 de pimento em brunesa
1 colher de café de mostarda
Amêndoa laminada torrada
4 tangerinas descascadas, desgomadas
Carne de porco assada desfiada
Sal q.b
Numa tigela, colocamos a farinha e a mandioca peneiradas com um pouco de sal; adicionamos o azeite e a água e amassamos até descolar das mãos; caso seja necessário, adicionamos mais farinha. Divide-se a massa em 6 porções e deixa-se descansar cerca de 20 minutos.
Numa bancada enfarinhada, estendemos as porções de massa com a ajuda do rolo até obtermos uns discos pouco mais pequenos do que um prato; convém ir adicionando farinha, pois tende a agarrar-se. Colocamos uma placa ou uma frigideira sem gordura a aquecer e, quando estiver quente, sacudimos o excesso de farinha dos discos de massa e colocamos na frigideira; quando começar a fazer borbulhas damos a volta e deixamos que  volte a formar umas bolsas de ar, momento em que colocamos o nosso "pão" a arrefecer em cima de um pano; repetimos o processo para a restante massa. Quando todas estiverem cozinhadas, borrifamos com um pouco de água e envolvemos com um pano poroso, de modo a que fiquem moldáveis, caso contrario partiriam ao tentar enrolar.
Numa tigela misturamos o iogurte com a mostarda, mexemos bem e adicionamos o pimento cortado em brunesa (cubos de 3-4 mm).
Barramos os pães com o molho de iogurte, deixando uma pequena margem do bordo; colocamos algumas folhas de rúcula, a carne desfiada, alguns gomos de tangerina e polvilhamos com a amêndoa torrada. Podemos enrolar os wraps, ou então fazer uma espécie de cone ao qual dobramos a parte de baixo, para não nos cair o recheio.

Monkey bread

Mais um dos desafios da Cocina de mi abuelo para me ocupar as tardes, desta vez com a colaboração da minha co-piloto Marta, que cada vez tem mais jeito... Como se costuma dizer, a dois tudo é mais fácil. A base é uma massa lêveda pouco açucarada que, em pequenas porções passadas por manteiga e uma mistura de açúcar e canela que com o calor caramelizam e lhe dão um cor dourado e um aroma que nos suplicam que lhe arranquemos um pedacinho ;)
É uma receita fácil e económica, se bem que algo demorada. No entanto, é o acompanhamento perfeito para uma chávena de chá.
Ingredientes para 2 pães:
600 grs de farinha
250 ml de leite morno
3 colheres de sopa de açúcar
1 ovo
75 grs de manteiga amolecida
40 grs de fermento de padeiro
sal q.b.
Para envolver:
150 grs de açúcar amarelo
3 colheres de chá de canela em pó
100 grs de manteiga derretida


Numa superfície limpa, colocamos a farinha, fazemos uma cavidade onde adicionamos o ovo, a manteiga amolecida, um pouco de sal e o açúcar; Vertemos em cima o fermento desfeito no leite morno e vamos envolvendo a farinha de fora para dentro até obtermos uma massa homogénea. É possível que seja necessário adicionar um pouco mais de farinha até a massa despegar das mãos. Colocamos num recipiente, tapamos com um pano e deixamos levedar cerca de 45 minutos num local quente. Quando a massa tiver duplicado o volume, estendemo-la na bancada polvilhada com farinha e cortamos pequenas porções que podemos moldar em bolinhas. Colocamos o açúcar e a canela numa tigela e misturamos bem. Passamos cada bolinha de massa pela manteiga derretida e, seguidamente, pela mistura de açúcar amarelo e canela e vamos colocando numa forma, ocupando todos os espaços. Tapamos e deixamos repousar mais meia hora. Cozinhamos em forno pré-aquecido a 175º durante cerca de 25 a 30 minutos, até que fique caramelizado e a massa esteja fofa. Desenformamos ainda quente.


Queijadinhas de leite e laranja

Esta é mais uma das receitas que fizemos na formação de ontem. Também à base de laranja, rápida, económica e, sobretudo, muito saborosa. O único senão é o termos que untar e polvilhar muitas formas, pois é uma receita que rende bastante mas que podem reduzir a metade. Estas quantidades rendem aproximadamente 30 queijadinhas. O resultado é uma queijada muito cremosa e com muito sabor a laranja.
Ingredientes:
1 litro de leite
400 grs de açúcar
25 grs de manteiga
200 grs de farinha
5 ovos
1 laranja
manteiga e farinha para untar as formas
Numa panela, colocamos o leite, ao qual adicionamos a raspa da casca de laranja; levamos ao fogo  para que o leite fique bem aromatizado e, assim que ferver, juntamos a manteiga e desligamos.
Num recipiente, misturamos bem o açúcar com a farinha; adicionamos os ovos e mexemos até obtermos um creme; Juntamos o leite, tendo o cuidado de usar um coador para evitar os pedacinhos de casca.
Untamos as forminhas para queques com manteiga, polvilhamos com farinha e dispomo-las num tabuleiro de ir ao forno. Com a ajuda de uma jarra, enchemos as formas com o preparado até 3/4 do volume.
Cozinhamos em forno pré-aquecido a 200º durante cerca de 15 minutos, até ficarem douradas e com os bordos um pouco mais escuros do que o centro, assemelhando-se aos pastéis de nata. A meio da cozedura, as queijadas vão crescer mas, assim que estiverem cozidas, voltarão a baixar, ficando com uma espécie de cavidade no centro. 
Deixam-se arrefecer um pouco antes de desenformar.

Folhas de laranjeira

Não, não vamos comer folhas ;) Como alternativa aos sonhos ou às tradicionais filhós, estas folhas de laranjeira, típicas do Ribatejo são a opção ideal para fazer uns fritos estaladiços e nada pesados . A técnica  consiste em passar as folhas de laranjeira na massa e fritar. Depois de fritas pode retirar-se a folha com alguma facilidade.
Ingredientes:
250 grs de farinha
1 colher de sopa de açúcar
3 dl de leite
1 colher de café de sal
açúcar em pó para polvilhar
óleo e azeite q.b
Começamos por lavar as folhas de laranjeira, com o pedúnculo e pô-las a escorrer. Se tivermos pouca margem de tempo, podemos secá-las com a ajuda de um papel absorvente, pois convém estarem bem secas de forma que a massa adira na perfeição.
Num recipiente misturamos a farinha com o açúcar  e o sal e, gradualmente, vamos adicionando o leite e mexendo para não ficar com grumos. Caso observem que tem grumos, podem passar a mistura por um passador ou usar a varinha mágica.
Colocamos um tacho a aquecer com duas partes de óleo vegetal de girassol, por exemplo e uma terceira parte de azeite.
Quando a gordura estiver bem quente, começamos a mergulhas as folhas no creme e colocamos a fritar, tendo o cuidado de dar a volta para ficarem douradas dos dois lados. Quando douradas e estaladiças, põe-se a escorrer em cima de papel absorvente. Resta apenas polvilhar com um pouco de açúcar em pó ou do normal e canela, se gostarem.


Tarte merengada de ananás

Hoje voltei à formação a estreamos um novo módulo que aborda sobremesas. Como há já algum tempo que não fazia esta receita, levei-a para as aulas práticas. As fotos são das tartes feitas pelos meus formandos da turma do curso EFA Cozinha  que está a decorrer na EPRAMI em Monção.
Trata-se de uma tarte económica que não excessivamente doce, uma vez que a acidez do ananás contrasta o sabor açucarado do merengue.
Ingredientes:
Para a massa
200 grs de farinha
100 grs de manteiga
água fria e sal q.b
Para o recheio
300 grs de ananás em calda
3,5 dl da calda ou sumo de ananás
50 grs de amido de milho (Maizena)
25 grs de manteiga mais alguma para untar
4 gemas
Para o merengue
4 claras
175 grs de açúcar
Numa tigela colocamos a farinha com 100 grs de manteiga e um pouco de sal; misturamos com as mãos até ficar uma mistura esfarelada; adicionamos a água suficiente para obtermos uma massa moldável. Embrulha-se com película aderente e deixamos repousar no frigorífico durante 15 a 30 minutos.
Entretanto, Num tacho colocamos o amido de milho e a calda ou sumo de ananás; misturamos com umas varas e levamos ao lume até engrossar, momento em que adicionamos o ananás cortado em pedacinhos e a manteiga. Retiramos do lume, adicionamos as gemas e levamos novamente ao fogo até ferver, tendo o cuidado de mexer continuamente para não cozer as gemas.
Estendemos a massa e forramos com ela uma forma de tarte previamente untada com manteiga; picamos com um garfo e levamos a forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 15 minutos, até a massa ficar cozida.

Recheamos a tarte com o creme de ananás e reservamos.
Para o merengue, batem-se as claras e, quando estiverem quase firmes, adicionamos o açúcar, sem parar de bater. Cobrimos a tarte com o merengue e, com a ajuda de uma colher ou com um saco de pasteleiro, fazemos uns picos decorativos. Levamos novamente ao forno até ficar dourado.
Esta tarte pode ser servida ainda morna ou completamente fria.

Tartes de chocolate e caramelo

Há algum tempo comprometi-me a ir apresentando alguns dos artigos da Pedaços de cortiça e desde já vos convido a visitar a página do Facebook, onde podem encontrar desde sacos de viagem, carteiras ou calçado até aos mais variados acessórios de mesa, passando por individuais, bases para tachos etc. 
Na composição de hoje, o artigo apresentado é o tabuleiro grande, muito útil para servir o café ou, já que estamos em época de enamorados, surpreender alguém com o pequeno almoço na cama? ;)
Caso vos sobre alguma massa, podem estendÊ-la e fazer pequenas bolachas usando corta-massas divertidos. Depois de cozinhadas, basta barrá-las com algum creme do caramelo usado e polvilhar com coco ou pepitas coloridas. Se sobrar chocolate de cobertura, coloquem durante cerca de 15 minutos no congelador, moldem  pequenas bolas com as mãos, passem por coco ralado ou pepitas e usem pauzinhos, ficam uns óptimos chupas de trufa.
Ingredientes para 12 tartes individuais
Massa:
250 grs de farinha
40 grs de cacau magro em pó
50 grs de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar
1 ovo
1/2 chávena de água fria
Margarina líquida para untar
Caramelo:
200 grs de açúcar
3 colheres de sopa de água
100 ml de natas
Cobertura:
200 grs de chocolate de leite
100 ml de natas
No robot de cozinha colocamos a farinha, o cacau, o açúcar e a manteiga cortada em pedaços. Trituramos durante cerca de 1 minuto; passamos a mistura para um recipiente, adicionamos o ovo e a água e amassamos um pouco com as mãos, até se descolar das mãos. Embrulhamos num pouco de película aderente e deixamos repousar cerca de meia hora no frigorífico. 
Num tacho, colocamos o açúcar juntamente com 3 colheres de sopa de água e deixamos ferver até atingir o ponto de caramelo, momento em que, com cuidado para não nos queimarmos, adicionamos 100 ml de natas e deixamos ferver, mexendo, até o creme espessar. Deixamos arrefecer para ganhar consistência.
Untamos as formas com um pouco de margarina; Estendemos a massa com a espessura de 3 mm aproximadamente e forramos as formas, tendo o cuidado de não ficarem bolsas de ar. Picamos a base com um garfo e levamos a forno pré-aquecido a 175º durante cerca de 8 minutos. Retiramos do forno, damos a volta e deixamos arrefecer em cima de uma grelha.
Num recipiente apto para microondas, colocamos o chocolate partido em pedacinhos e os 100 ml de natas restantes e levamos a derreter, mexendo de vez em quando; deixamos arrefecer.
Recheamos as tarteletes com uma colher de sopa do creme de caramelo e cobrimos com um pouco do chocolate.
Levamos ao frio para solidificar a cobertura e ficar mais crocante.

Molotoff com molho de caramelo

Esta é uma das minhas receitas preferidas para reaproveitar ingredientes. Com costumo fazer pudim de ovos que leva praticamente só gemas, sobram sempre muitas claras... Como hoje na formação o tema continua a ser molhos à base de ovos, fizemos um  Molotoff. Para quem gostar, pode fazer mesmo sem ser para aproveitar as claras, e assim tem as gemas para fazer um molho que fica delicioso!! A receita do molho é da Da. Maria José, que foi a minha primeira patroa e a quem devo parte dos meus conhecimentos. Desde já lhe envio um abraço e o meu muito obrigado.
Ingredientes:
7 claras de ovo
8 colheres de açúcar
1 colher de manteiga
Sal q.b
Para o molho:
125 grs de açúcar
2 colheres de água
1/2 litro de leite
7 gemas
casca de 1 limão
Em primeiro lugar untamos a forma com manteiga e polvilhamos com uma colher de açúcar.
Batemos as claras em castelo com umas areias de sal e, quando estiveram quase firmes, adicionamos o açúcar e continuamos a bater até que forme uns picos. Vertemos na forma untada e batemos na bancada para assentar e ocupar alguma bolsa de ar que se possa ter formado.
Cozinhamos em banho-maria no forno pré-aquecido a 180º durante cerca de meia hora ou até que, ao espetar um palito, este saia seco. É muito IMPORTANTE não esquecer o banho-maria, pois correríamos o risco de que o Molotoff baixasse. Desligamos o forno e deixamos repousar cerca de 10 a 20 minutos lá dentro, para que a mudança de temperatura ao retirá-lo não seja muito brusca.
Para o molho, misturamos bem o leite com as gemas e a casca de limão. Num pequeno tacho colocamos o açúcar e a água, e levamos ao fogo até obtermos um caramelo, momento em que, com cuidado para não nos queimarmos, juntamos a mistura do leite com as gemas, e mexemos até o caramelo se dissolver e o molho engrossar. Assim que começar a ferver desligamos e retiramos do fogo, caso contrário as gemas cozem e o molho fica desagregado. Deixamos arrefecer um pouco e regamos o Molotoff ou, caso prefiram podem regar apenas no momento de servir. 

Mexilhões recheados com arroz, chouriço e sultanas

Isto dos desafios da Rocío está a ser uma experiência muito enriquecedora. Desta vez, tratava-se de uma receita Grega: mexilhões recheados com arroz. Como sempre, substituo alguns dos ingredientes por outros que identifiquem a cozinha portuguesa local e aportem algum toque doce que foi, neste caso, as passas. Excelentes para acompanhar uma cerveja ou um refrescante copo do nosso tão bom Alvarinho, a meio da manhã ou como refeição principal, pois trata-se de um prato que acaba por ser muito rico, apesar de simples.
Ingredientes:
1 kg de mexilhão com concha
1 chouriço de carne pequeno
1/2 pimento verde italiano
 1 chávena de arroz
2 chávenas de água
1 colher de sopa de azeite
1/2 chávena de sultanas
Sal e pimenta q.b
Em primeiro lugar, limpamos um pouco os mexilhões por fora e pomo-los num tacho com um pouco de água no fundo; tapamos e levamos ao fogo até abrirem, é um processo muito rápido. Esperamos até que arrefeçam um pouco e retiramos as conchas, aproveitando as mais bonitas para mais tarde rechear.
Picamos o chouriço e o pimento; N um tacho, colocamos o azeite, deixamos aquecer um pouco e juntamos o chouriço. Mexemos e deixamos fritar ligeiramente; adicionamos o pimento e deixamos refogar 2 a 3 minutos. Adicionamos o arroz, deixamos fritar um pouco, adicionamos a água, temperamos com sal e pimenta e deixamos cozer, tapado, durante cerca de 10 minutos, momento em que adicionamos as sultanas. Mexemos com cuidado e deixamos cozinhar por mais 5 minutos. Desligamos o fogo e deixamos repousar por mais 5 a 10 minutos.
Recheamos as conchas com uma colher de arroz e sobrepomos um mexilhão em cada uma delas. Se preferirem podem polvilhar com salsa picada. Como já era de noite não me atrevi a procurá-la na horta :)




Brioche de S. Valentim

Hoje foi dia de estrear a forma de coração. Com dia de S. Valentim tão próximo, não resisti; uma massa de brioche, acompanhado por frutos do bosque, ligeiramente ácidos mas de um tom avermelhado tão vivo!! Para fazer este brioche basta seguir a receita da Coroa de tangerina, substituindo a manteiga e a mistura de raspa de tangerina e açúcar com que barramos a massa antes de enrolarmos, por 250grs de frutos vermelhos que reduzimos juntamente com 100 grs de açúcar durante cerca de 10 minutos.
Como já tinha referido, esta massa é muito versátil, pelo que basta substituir o recheio por chocolate ou frutos ecos e canela, por exemplo.