Bolo de iogurte com frutos vermelhos

Parece que uma dessas viroses que provocam dores de cabeça realmente agudas também decidiu alojar-se em mim. Depois do dia inteiro de repouso, sofá e manta, sem panelas nem bolos, atacou-me outro vírus, que é aquele bichinho que não me deixa estar muito tempo sem cozinhar, e apeteceu-me fazer um bolo. Por acaso, estava a conversar com a Nathalie que também está em fase de repouso e disse que tinha feito um bolo de iogurte para as pequenas dela...  quando era pequeno, o sábado era dia de bolo em casa dos meus avós, de tarde ou à noite, a "mamã" fazia um bolinho no fogão a lenha, e a cozinha era inundada por aquela fragancia inconfundível, fusão dos aromas de um bolo a cozer e da lenha... parece que estou a ver as camisolas interiores minhas e do meu irmão penduradas numa corda ou na porta do fogão... Palavra puxa palavra e lá lhe consegui sacar a receita ;) Mas como a minha cunhada e uma amiga fizeram anos e também reclamam sempre que querem um bolinho, decidi cobri-lo com frutos vermelhos, de forma a que ficasse bem ensopado...
Ingredientes:
4 ovos
2 chávenas de açúcar
1,5 chávena de farinha
1/2 chávena de Maizena
1 iogurte natural ou com aroma
Uma medida do iogurte com  óleo
300 grs de frutos vermelhos frescos ou congelados
125 grs de açúcar para a cobertura
Num recipiente, colocamos os ovos inteiros e o açúcar, e batemos com a batedeira até obtermos um creme fofo esbranquiçado, com pelo menos o dobro do volume. Adicionamos o iogurte e o óleo e mexemos; peneiramos a farinha juntamente com a maizena e incorporamos no preparado anterior, envolvendo com o salazar. Vertemos numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha e cozinhamos em forno pré-aquecido a 170º durante cerca de 35 a 40 minutos. Como o meu forno é "acelarado", a maior parte das vezes a meio da cozedura tenho que cobrir o bolo com papel alumínio. Verifiquem se está cozido com a ajuda de um palito que, ao espetar o bolo, deverá sair seco.
Enquanto o bolo coze, colocamos num tacho os frutos vermelhos juntamente com o açúcar e levamos ao lume, mexendo, durante cerca de 10 minutos.
Retiramos o bolo, espetamos com um garfo e dispomos a mistura dos frutos, ainda quente, no centro, espalhando quase até ao bordo. Como me tinha sobrado um pouco de ganache de chocolate branco com rosas, fiz um pequeno enfeite ao redor com o saco de pasteleiro e uma boquilha frisada; se não o fizerem, ficará igualmente apetecível e poderão decorar com algumas folhar de hortelã, tendo o cuidado de que o bolo esteja frio, para não as cozer.

Mini quiches de presunto e camarão

Esta receita é baseada numa que fizeram num programa da Food Network, a receita original eram uma tarte salgada que, em vez de massa na base tem presunto. Como recheio podem usar os mais variados ingredientes, desde marisco a queijo, fiambre, etc. É ideal até para gastar legumes cozinhados que nos tenham sobrado de alguma refeição. Eu fiz a minha adaptação em miniatura  e usei camarão e alho francês.
Uma vez mais, muito obrigado à Flores da Aldeia pela déco para a foto ;)

Ingredientes para 12 quiches:
24 fatias de presunto, não muito finas
12 camarões sem pele
150 grs de alho francês 
2 colheres de sopa de azeite
5 ovos
100 ml de natas
Sal e pimenta q.b
Começamos por forrar as formas de queque com duas fatias de presunto, tendo o cuidado de que o fundo fique bem coberto. Cortamos o alho francês  em meias-luas e colocamos num recipiente com água fria e agitamos, para que a areia fique depositada no fundo; escorremos e reservamos.
Numa frigideira quente colocamos o azeite e, seguidamente o alho francês. Salteamos ligeiramente por alguns minutos, juntamos os camarões sem a pele, temperamos com sal e pimenta e deixamos cozinhar um pouco, mas não demasiado.
Batemos os ovos juntamente com as natas e temperamos com um pouco de sal e pimenta.
Em cada cavidade da forma já forrada com o presunto, colocamos um camarão e um pouco do alho francês.
Enchemos até 2 terços do volume e cozinhamos em forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 10 minutos, ou até que as quiches estejam douradas e, ao espetar com um palito, o mesmo saia seco.
Podem servi-las quentes ou frias, como entrada ou lanche salgado.


Creme de cogumelos


Ontem, pela primeira vez, fui apanhar cogumelos; a Sandra mostrou-me alguns sítios aqui perto onde predominam os Cantharellus. No princípio precisei de ter calma, mas depois começaram  a aparecer e à volta de alguns troncos chegava a ter grupinhos de 5 e 6 exemplares juntos, como se fossem uma família :)Como a chuva veio para ficar e também não me encontrava lá muito bem, decidi fazer um creme, simples e rápido, para tomar como lanche/tardio/jantar. Neste caso, como a colheita de ontem foi produtiva e obtivemos quase um quilo, usei os Cantharellus, mas podem usar outra variedade do vosso gosto. Para guarnecer, usei um pouco de presunto cozido, da parte do joelho.

Ingredientes para 4 pessoas:
400 grs de cogumelos1 cebola média1 dente de alho2 colheres de sopa de azeite50 ml de natas1,2 litro de caldo de galinha ou águaSal e pimenta q.b.50 grs de presuntoColocamos um tacho a aquecer; deitamos o azeite e, seguidamente, a cebola e o alho cortados em juliana. Deixamos refogar suavemente uns 5 minutos; adicionamos os cogumelos limpos, mexemos e deixamos refogar com o tacho tapado durante cerca de 8 minutos, temperamos com sal e pimenta e  adicionamos a água ou caldo de galinha e o presunto. Voltamos a tapar e deixamos cozinhar em lume brando durante mais meia hora.Retiramos o presunto, que desfiamos e reservamos. Passamos os cogumelos com a varinha mágina; juntamos as natas e levamos novamente ao lume, mexendo, até levantar fervura novamente. Retificamos os temperos e servimos. Já no prato, ou taça, colocamos no centro um pouco do presunto desfiado.



Tarte de maçã e uvas com queijo mascarpone

O Pomar das andorinhas lançou um passatempo que consiste em apresentar uma receita na qual o protagonista seja a maçã,  para comemorar os 1000 likes na sua página do facebook. Depois de ter visto algumas das participações, interessantes, descartei a receita a meu ver mais óbvia, a Tarte Tatin. Como já sabem, sou fã e mesmo viciado em queijo... porque não uma tarte mais rústica, mas ao mesmo tempo diferente, porque não com queijo?? Pois é, não consigo evitar os meus ingredientes preferidos e o queijo é, sem dúvida, um deles.
Como se costuma dizer que "os amigos são para as ocasiões", voltei a pedir emprestado o cenário da Flores da Aldeia que, quando cheguei já estava prontinho à minha espera... às vezes para que comunicamos por telepatia, pois as cores e flores acabam sempre por complementar a 100% as minhas criações. Espero ganhar o desafio. No entanto, o que importa é participar e já me serviu para criar uma nova receita ;) Eis o resultado:
Ingredientes:
1 embalagem de massa quebrada já estendida, que caso tenham tempo podem também fazer em casa
350 grs de maça reineita
250 grs de uvas
150 grs de açúcar
250 grs de queijo mascarpone
5 ovos
1 colher de sopa de açúcar em pó
Em primeiro lugar cortamos as uvas em metades e retiramos as grainhas; Descascamos as maçãs, retiramos o caroço, cortamos em gomos e, seguidamente, em pedaços com 1 cm aproximadamente. Reservamos.
Forramos a forma de tarte com a massa, picamos a base com um garfo e levamos ao forno pré-aquecido a 175º  por 5 minutos.
Entretanto, num recipiente batemos os ovos com o açúcar até duplicarem o volume, momento em que adicionamos o mascarpone e continuamos a bater. É normal que fiquem uns pequenos grumos de queijo sem misturar, mas não se preocupem, acabarão por derreter. Adicionamos a maçã cortada e mexemos.
Retiramos a forma do forno, na qual vertemos o preparado anterior. Cobrimos com as uvas, deixando a pele para cima.
Cozinhamos durante mais cerca de 40 minutos, tendo o cuidado de cobrir com papel de alumínio a meio da cozedura, para não queimar por cima. Quando cozida, retiramos do forno, deixamos arrefecer um pouco e polvilhamos com açúcar em pó.

Empadão de Cantharellus com chouriça de repolho

Há já algum tempo que queria experimentar alguns dos novos produtos da Salsicharia Deu-la-Deu, motivo pelo qual hoje vos vou apresentar a Chouriça de repolho, feita à base de carne e gordura de porco e repolho triturados, com um leve toque de fumo. Confesso que o resultado conseguiu superar as minhas expectativas, nem demasiado salgada, nem demasiada gordura, e a suavidade e contraste do repolho,  que é a essência deste fumado.
Quando idealizei este prato, vinham com ele imagens de uma mesa rústica, flores, campo e não podia encontrar isso senão na  Flores da Aldeia, naquele pequeno grande mundo de flores, cores, magia e harmonia. Aproveito para vos convidar a visitar a loja, situada à face da estrada,  na Valinha-Monção. Não hesitem em contactar a Sandra ou a Mena, irmãs e proprietárias que, certamente, aportarão um toque de cor e romanticismo aos vossos eventos.
Ingredientes para 4 pessoas:
1 kg de batata para cozer
200 grs de cantharellus
2 chouriças de repolho
1 colher de manteiga
2 colheres de azeite
200 ml de natas
1 gema de ovo
2 dentes de alho picados
Sal e pimenta q.b.
Começamos por descascar e cortar em pedaços as batatas, que pomos a cozer em água e sal.
Entretanto, com a ajuda de uma faca ou colher, retiramos a pele das chouriças, uma vez que queremos apenas o seu recheio.
Aquecemos uma frigideira, colocamos o azeite e o alho picado, deixamos corar ligeiramente e adicionamos os cantharellus e salteamos. Temperamos com um pouco de sal, tendo o cuidado de não exagerar, pois os fumados costumam ser generos em sal, e um pouco de pimenta preta; reservamos.
Na mesma frigideira, quente,  dispomos o recheio da chouriça e deixamos cozinhar por 5 minutos, mexendo de vez em quando para não agarrar. Adicionamos os cantharellus e retificamos os temperos.
Quando as batatas estiverem cozidas, escorremos e passamos pelo passe-vite ou esmagamos com um garfo; adicionamos as natas aos poucos e batemos com umas varas, até obtermos um creme homogéneo; retificamos de sal e pimenta.
Untamos o tabuleiro ou pyrex com manteiga, dispomos uma camada de puré, sobrepomos uma camada de recheio e terminamos com uma última camada de puré, que alisamos com a espátula. Pintamos com a gema de ovo e, com um palito ou a ponta de uma faca, fazemos alguns desenhos na superfície.
Resta-nos apenas gratinar em forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 20 minutos, ou até que o empadão ganhe uma cor dourada.

Bolo de papoila e frutos secos

O desafio desta semana lançado pela Rocío de La Cocina de mi Abuelo consistia num bolo húngaro, que tem como ingrediente protagonista a papoula, ou mais especificamente as sementes desta flor.Uma vez que nestes meios tão pequenos não é de todo fácil encontrar alguns ingredientes, e não tinha tempo para fazer o "tour" dos supermercados à procura de cerejas e alperces em calda, bem como de leitelho, acabei por substituir alguns dos ingredientes da receita base que me foi cedida. O resultado foi um bolo esponjoso, com a parte superior crocante e uma textura divertida, uma vez que de vez em quando sentimos o estalar das minúsculas sementes entre os dentes.Uma boa opção como bolo de chá. Espero que o desafio tenha sido superado ;) 
Ingredientes:
150 grs de manteiga amolecida 
4 ovos
100 grs de açúcar
1 chávena de leite gordo
1 colher de sopa de vinagre
100 grs de sementes de papoila
180 grs de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
50 grs de maizena
75 grs de alperce seco
100 grs de coco laminado
50 grs de avelãs partidas em metades
1 colher de café de essência de baunilha
Em primeiro lugar,  como não encontrei o leitelho, decidi recorrer ao processo de elboração de queijos, pelo que fervemos o leite, desligamos e adicionamos o vinagre; deixamos repousar 5 minutos e, então, coamos com um passador ou com um pano. Conste que além de obter o soro do leite para o bolo, fiquei ainda com um mini-queijo que está a curar.
Num recipiente, batemos a manteiga amolecida com o açúcar e, um a um, vamos adicionando os ovos e batendo. Adicionamos o soro do leite e a baunilha e misturamos.
Noutro recipiente  misturamos todos os ingredientes secos: a farinha, o fermento, a maizena e a papoila. Adicionamos ao preparado anterior.
Untamos uma forma ou tabuleiro com manteiga, forramos com papel vegetal e voltamos a untar; Vertemos a massa na forma e decoramos com os alperces, as lâminas de côco e as avelãs.
Levamos ao forno pré-aquecido a 170º durante cerca de 30 minutos. Depois de frio, polvilhamos generosamente com açúcar em pó.

Falso cheesecake de chocolate branco com maracujá em frasco

Parece que está na moda usar os frascos das compotas ou mel para servir cheesecakes e outras sobremesas cremosas.  Esta nova tendência atacou-me e estava ansioso por experimentar... Ainda havia chocolate branco cá por casa e uma embalagem de bolacha Maria daquelas que abrimos uma e outra e outra e, quando damos por ela, temos 3 embalagens abertas prestes a ficarem moles. Fui às compras e não é que estavam lá uns maracujás a piscar-me o olho?? Pois é, não resisti e trouxe alguns para casa. Pus-lhe este nome porque não tem queijo nos ingredientes, mas aparentemente assemelham-se.
Ingredientes para 7 frascos:
125 grs de bolacha maria
50 grs de manteiga
4 folhas de gelatina
4 maracujás
1 colher de sopa de açúcar
150 grs de chocolate branco
200 ml de natas
1 chávena de leite
1 gema
Em primeiro lugar, trituramos as bolachas na picadora ou, como método alternativo, colocamo-las dentro de um saco, envolvemos num pano e damos algumas pancadas com o rolo da massa.
Num tacho ou frigideira colocamos a manteiga e deixamos derreter; adicionamos as bolachas trituradas e mexemos até que a manteiga seja completamente absorvida, mas com cuidado para não queimar; reservamos.
Num outro tacho, colocamos a gema de ovo, as natas e o leite; mexemos bem com as varas e levamos ao lume até ferver, momento em que adicionamos o chocolate, sem parar de mexer. Numa tigela com água fria, colocamos as folhas de gelatina, durante uns 5 minutos. Escorremos bem com as mãos e juntamos ao preparado anterior; misturamos bem e deixamos arrefecer, mexendo de vez em quando para quebrar a crosta que se forma à superfície.
Abrimos os maracujás para um recipiente de vidro ou loiça adequada para microondas, adicionamos o açúcar e aquecemos durante um minuto.
Quando o creme estiver morno/frio, pegamos nos frascos e pomos em cada um uma colher de sopa bem cheia de bolacha triturada, enchemos até `metade com o creme e, por cima, colocamos a nossa geleia improvisada de maracujá. Eu usei uns frascos que são comercializados para conservar o mel, mas podem perfeitamente usar frascos antigos de compotas ou conservas, desde que bem lavados.






Pãezinhos com alheira, rúcula, San Simón e Cantarellus caramelizados

É impossível ir a Mirandela e regressar sem um bom aprovisionamento de alheiras, e menos quando sabemos que são de fabrico caseiro, coisa que não é difícil de perceber, pois o cheiro delata-as! Andava com vontade de hamburguer, mas de uma coisa diferente, pão caseiro e uma composição alternativa. Decidi fazer uma espécie de hambúrguer, que não passa de um pouco de alheira sem pele, achatada, num pão semi-doce feito em casa. Alterei a receita do brioche, mas sem ovo e decidi substituír a manteiga por azeite e por cima umas sementes de girassol. O sabor e a textura são inexplicáveis, acreditem!.
Ingredientes para 7 a 8 pães:
Massa:
250 grs de farinha
1 chávena de leite morno
25 grs de fermento de padeiro
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de café de sal
1 colher de sopa de sementes de girassol
2 colheres de sopa bem cheias de azeite
Na chávena de leite morno, dissolvemos o fermento e o sal. Num recipiente, ou em cima da bancada enfarinhada, colocamos a farinha, fazemos uma cavidade e no centro todos os ingredientes, que vamos incorporando na farinha, amassando. Quando tivermos uma bola que se despega das mãos, polvilhamos com farinha, tapamos com um pano seco e deixamos a levedar num local de preferência morno, até atingir o dobro do tamanho, altura em que dividimos em porções e formamos pequenas bolas. Dispomos as bolinhas de massa num tabuleiro untado com azeite, espalmamos com a mão, colocamos algumas sementes no centro, voltamos a fazer alguma pressão com a mão e pincelamos com azeite. Deixamos novamente a levedar durante cerca de meia hora, e cozemos em forno pré-aquecido a 200º durante cerca de 8 minutos, até que fiquem bem dourados. Retiramos do forno e deixamos arrefecer em cima de uma grelha.
Recheio:
2 alheiras
Rúcula
1 colher de maionese
Queijo S. Simão
100 grs de Cantarellus
25 grs de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de azeite
1 chávena de farinha de milho
Num tachinho colocamos a manteiga e, quando estiver derretida adicionamos os Cantarellus e o açúcar; mexemos e deixamos cozinhar durante uns 8 minutos, mexendo de vez em quando.
Retiramos a pele às alheiras, dividimos cada uma em quatro partes, espalmamos, passamos por farinha de milho e colocamos num tabuleiro untado com azeite e levamos ao forno a 180º durante uns 8 minutos.
Abrimos os pãezinhos ao meio, barramos com maionese, colocamos a alheira, o queijo, os Cantarellus e, finalmente, a rúcula.

Brownnie com amendoins e frutos vermelhos

Mais uma tarde de experiências, com a colaboração da assídua co-piloto Marta :) Hoje o desafio era fazer uma versão menos doce do Brownnie. Apenas substituímos as nozes por amendoins e adicionamos alguns frutos vermelhos, que casam na perfeição com o chocolate.
Ingredientes:
4 ovos
350 grs de açúcar
100 grs de manteiga
150 grs de chocolate para culinária (de preferência negro)
115 grs de farinha
90 grs de amendoim descascado
200 grs de frutos vermelhos
Em primeiro lugar ligamos a forno a 180º, de modo a que quando acabemos a preparação já esteja na temperatura desejada. Seguidamente, untamos um tabuleiro rectangular ou quadrado com manteiga, forramos com papel vegetal e voltamos a untar. Podem também untar com manteiga e polvilhar com farinha. 
Derretemos o chocolate juntamente com a manteiga em banho-maria ou no micro-ondas; misturamos bem e reservamos.
Num recipiente, batemos os ovos com o açúcar até triplicarem o volume. Adicionamos o chocolate derretido com a manteiga e mexemos. Retiramos um pouco da farinha, para juntar aos amendoins. Juntamos a farinha, envolvendo com cuidado. Finalmente, adicionamos os frutos vermelhos e os amendoins e misturamos sem bater.
Colocamos a massa no tabuleiro, espalhamos e levamos ao forno durante cerca de 25 a 30 minutos. O tempo de cozedura dependerá do tamanho e altura do tabuleiro, uma vez que quanto mais pequeno e alto for, mais tempo será necessário para a perfeita cozedura do Brownnie. No entanto, não queremos que fique seco, mas sim um pouco húmido.




Tiramisù

Trata-se de uma sobremesa italiana que pode ser feita de diversas formas, podendo usar como base palitos de la reine ou uma genoise embebida em café com um toque de licor, alternando com um creme à base de Mascarpone. Normalmente faço a genoise, fica mais fofo e assim é mesmo caseiro. eu costumo servir em taças ou copos, mas podem fazer num recipiente maior, para depois servir.
Ingredientes para 8 pessoas
Para a genoise:
4 ovos
125 grs de açúcar
75 grs de farinha´
2 colheres de manteiga para untar
Começamos por ligar o forno a 180º, para ir aquecendo enquanto fazemos a massa.
Untamos um tabuleiro grande(pode ser o do forno)com manteiga, forramos com papel vegetal e voltamos a untar; pomos de parte.
Num recipiente, colocamos os ovos inteiros e o açúcar, e batemos com a batedeira até formar um creme esbranquiçado. 
Peneiramos a farinha, e incorporamos à mistura, envolvendo mas sem bater, para não perder o volume.
Despejamos no tabuleiro e levamos ao forno durante 6 a 8 minutos, coze muito rápido.
Para o creme:
1 embalagem de Mascarpone (250grs)
200 ml de natas
2 gemas de ovo
75 grs de açúcar
1 dl de café forte
1 colher de sopa de licor de café, ou outro a gosto
1 colher de sopa de cacau amargo em pó
Num recipiente, batemos as gemas com o açúcar até formar uma mistura homogénea, sem que se notem os grãos do açúcar, e reservamos.
Noutro recipiente, batemos as natas até ficarem firmes, momento em que adicionamos o Mascarpone e a mistura das gemas e elvolvemos bem.
Para a montagem da sobremesa, no fundo da taça ou copo, colocamos uma base de genoise cortada à medida e, usando um pincel, humedecemos com o café e o licor. Cobrimos com o creme de Mascarpone, colocamos outra camada de genoise, e assim sucessivamente até terminar, tendo em conta que a última camada deverá ser de creme. Se utilizarem copos como os da fotografica, a receita rende-nos três camadas. A última camada podem colocá-la usando o saco de pasteleiro com a boquilha lisa, fazendo uma espécie de picos. Guarda-se no frigorífico e, pouco antes de servir, polvilha-se generosamente com cacau amargo em pó e com algum chocolate raspado.


Bombons com recheio crocante de amendoim

Depois de algumas aventuras salgadas, voltamos aos doces. Não sei porquê, mas desde pequeno que sou mais de doçaria. Mesmo depois de vários anos sem fazer grande coisa neste campo, agora volta a atacar-me aquela vontade incontrolável de criar, experimentar, fazer coisas doces, e mesmo nos pratos salgados é quase inevitável não colocar algum ingrediente mais adocicado.
Ontem dia que tinha marcado para ir buscar algumas das peças para a nova cozinha, a Raquel da OFAC Decorações colocou-me uma dúvida relativamente à confecção de bombons, e confesso que nunca me tinha dado por essas pequenas "bombas" de chocolate. Não resisti e trouxe para casa uma forma para chocolates. Como havia um resto de chocolate preto e os amendoins que tinha comprado para uma outra experiência,  não demorei muito para decidir fazê-los.
Ingredientes para 12 Bombons recheados:
Estrutura
100 grs de chocolate negro
1 colher de sopa de manteiga
Recheio
50 grs de chocolate de leite ou outro
1 colher de sopa bem cheia de amendoins partidos
1 colher de sopa de pepitas de açúcar
1 colher de sopa de natas
Começamos por derreter o chocolate preto juntamente com a manteiga em banho-maria ou no microondas, tendo cuidado neste caso para não se queimar! Mexemos bem e enchemos todas as cavidades da forma para bombons; batemos com ela em cima da bancada para sair o ar. Aguardamos alguns segundos, damos a volta à forma para cima do recipiente do chocolate e deixamos escorrer um pouco, de modo a ficarmos com as paredes das cavidades banhadas com o chocolate. Se virmos que ficou uma camada muito fina, repetimos o procedimento.
Entretanto, noutro recipiente juntamos o chocolate de leite e a nata e derretemos.
Distribuimos pelas cavidades o amendoim picado grosseiramente e as pepitas de açúcar. completamos com o preparado de chocolate e natas até 3/4 da altura da forma. Acabamos de encher com o chocolate preto derretido, retiramos o excesso com uma faca ou espátula e deixamos a solidificar algumas horas no frigorífico. Depois é só retirar os bombons da forma, pressionando com os dedos pelo outro lado e desfrutar.



Creme de abóbora e batata doce

Depois de dois dias de descanso, volto a dar sinais de vida. Esta "escapadela" no PNPG-Parque Nacional da Peneda-Gerês serviu para desligar de fogões industriais, de serviço, horários e regras. Pequenos-almoços tardios com o bolinho caseiro tão bom da Dona Luisa, o queijo, o pão pendurado na porta logo de manhã; almoços "à espanhola"... sim, por volta das 4 da tarde ;)  

Não foram necessários muitos ingredientes para compor um menu mais rústico e agasalhador para o dia cinzento e chuvoso que espreitava pelo postigo da Eira da Lage, casa contígua à Casa do Cavaleiro, no Soajo. Para entrada, e porque inverno é sinónimo de sopas, um creme de abóbora e batata doce, suave mas reconfortante e mais ao pé da lareira, que serviu também para grelhar uma alheira de Mirandela, de fabrico caseiro: pouca gordura e pão, muita carne, sabor e textura.
Ingredientes para 4 pessoas:
700 grs de abóbora descascada e sem pevides 
1 batata doce grande
1 cebola média
1 dente de alho
0,5 dl de azeite de boa qualidade
50 grs de presunto
50 ml de natas
1, 5 l de água
Sal e pimenta branca q.b.
Numa panela, colocamos o azeite e deixamos aquecer; jutamos o dente de alho, a batata doce, a abóbora e a cebola cortados em pedaços. Deixamos refogar durante cerca de 5 minutos em lume médio-alto; adicionamos a água e o presunto; temperamos com sal, tapamos e deixamos cozinhar mais 20 a 30 minutos. Retiramos do fogo, "pescamos" o presunto, passamos com a varinha mágica, juntamos um pouco de pimenta e as natas. Mexemos e levamos novamente ao lume até levantar fervura. Servimos bem quente.


Canoas de milho gratinadas com cogumelos e camarão

Domingo, daqueles dias em que não apetece fazer NADA e estou quase a acabar o turno dos almoços, mas a Rocío de La cocina de mi abuelo lança-me o desafio para esta semana, que é um aperitivo, uma espécie de canudinhos crocantes com recheio. Já quase com a mochila preparada e a pensar na última folga que vou ter nos próximos tempos, decido fazê-lo já, e assim despreocupar-me (se bem que sei que não vou aguentar muitos dias sem lhe pedir um desafio novo, dá-me pica...)
Com algum recheio de cogumelos que me sobrou dos raviolis do outro dia e alguns camarões esquecidos no congelador, a ideia surgiu imediatamente: "vou usar o creme de cogumelos para os rechear, acompanhar com uns camarões salteados e gratinar com San simón"-pensei... e assim foi.
Para o recheio, sugiro-vos que consultem a receita dos Raviolis com Cantarelus e San Simón.
Para a massa:
1 chávena de farinha de milho
4 colheres de sopa de água
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de folhas de tomilho
Sal fino q.b.
Num recipiente colocamos a farinha, o tomilho e o sal; misturamos e juntamos gradualmente o azeite e a água, até obtermos uma massa moldável. Como não tinha as formas normalmente utilizadas para este tipo de aperitivos, segui o conselho da Rocío e usei canas
de bambú com 15cms, untadas com manteiga. Envolvemos as canas com a massa, pressionando; retiramos uma tira da massa, para depois poder rechear. Cozinhamos em forno pré-aquecido a 200º durante 10 minutos, ou até ficarem douradas.
Para a montagem:
100 grs de camarão descascado, apenas com o rabo
2 dl de azeite

Creme de cogumelos
50 grs de queijo ralado (San Simón neste caso)
1 cabeça de alhos cortada ao meio
1 raminho de tomilho
Sal q.b
Começamos por aquecer o azeite num tacho pequeno; juntamos o tomilho e um pouco de sal; colocamos o alho e deixamos cozinhar cerca de 10 minutos. Introduzimos os camarões, que retiramos 3 minutos depois. Desligamos o fogão e deixamos arrefecer com o alho no azeite.

Num tabuleiro, colocamos as canoas e, com a ajuda de um saco de pasteleiro, introduzimos o creme de cogumelos, colocamos os camarões por cima, polvilhamos com o queijo ralado e gratinamos no forno durante cerca de 5 minutos.
Para servir, colocamos no prato a meia cabeça de alho confitada, um pouco de rúcula que regamos com um pouco do azeite resultante da confitura do alho e dos camarões e as canoas.

Coroa de tangerina

Um pouco de fermento de padeiro no frigorífico a precisar de ser utilizado foi a desculpa ideal para me por a pensar em qualquer coisa para surpreender uma amiga à hora do pequeno almoço. Estamos no inverno e, mesmo depois de o vento das últimas semanas ter deitado por terra grande parte das tangerinas, as árvores continuam repletas destes pequenos frutos de cor tão viva e aroma tão fresco e característico. Porque não fazer uma coroa com massa de brioche? Habitualmente, este pão doce/bolo, nem sei como designá-lo faz-se estendendo a massa, que se barra com um creme de chocolate, enrola e corta em pequenos pedaços que, quando colocados na forma, lhe dão uma forma de caracoleta muito engraçada. Na minha versão substituí o chocolate por manteiga, açúcar e raspa de tangerina e por cima usei algumas das pepitas de açúcar que me deu  a Nathalie d'Os bolos da Nathalie

Ingredientes:
300 grs de farinha
1 dl de leite morno
50 grs de manteiga amolecida
25 grs de fermento de padaria
1 ovo
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de café de sal fino
Num recipiente, dispomos a farinha e fazemos uma cavidade no centro, onde colocamos o sal, o açúcar, o ovo, a manteiga e o fermento previamente diluído no leite. Juntamos todos os ingredientes e amassamos até formar uma bola, adicionando mais farinha caso seja necessário. Cobrimos com um pano e deixamos levedar cerca de uma hora a hora e meia. 
Para o seguinte passo precisamos de:
2 colheres de manteiga derretida
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de raspa de tangerina
2 colheres de sopa de "sucre perlé"
Quando a massa tiver pelo menos duplicado o tamanho, estendemos com o rolo e pincelamos toda a base com a manteiga derretida. Polvilhamos com o açúcar e com a raspa da casca das tangerinas. Enrolamos como se de uma torta se tratasse, mas sem fazer demasiada pressão com os dedos. Dividimos o cilindro em 8/9 porções. Forramos o fundo da forma com papel vegetal e dispomos a massa, achatando um pouco os rolos, de forma a ocuparem toda a superfície. Deixamos descansar durante meia hora e cozinhamos no forno pré-aquecido a 200º durante 20 minutos.